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O papel do G20 no enfrentamento dos desafios globais

resposta do G20 à pandemia ilustra tanto seus pontos fortes quanto suas limitações

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Conforme nos aproximamos de mais uma cúpula do G20, as expectativas se tornam altas para que os líderes globais apresentem soluções concretas e ações coordenadas que abordem os problemas mais prementes do nosso tempo.

A pandemia de Covid-19, em particular, destacou a necessidade de uma cooperação internacional mais forte e eficaz, não apenas para combater crises de saúde global, mas também para garantir a recuperação econômica de forma inclusiva e sustentável.

A resposta do G20 à pandemia ilustra tanto seus pontos fortes quanto suas limitações. Por um lado, o grupo se comprometeu a mobilizar recursos substanciais para apoiar a economia mundial, facilitar o comércio internacional e fornecer financiamento para o desenvolvimento de vacinas.

Por outro lado, a pandemia também expôs diferenças significativas entre os membros do G20 em termos de capacidades de resposta à saúde, políticas econômicas e prioridades estratégicas, o que, por vezes, dificultou uma ação coordenada.

A crise climática é outro teste crítico para a eficácia do G20. Com os membros do grupo responsáveis por uma grande parte das emissões globais de carbono, a sua capacidade de chegar a um consenso sobre a redução de emissões, o financiamento de tecnologias limpas e o apoio à transição energética em economias em desenvolvimento é fundamental para o futuro do planeta.

As recentes cúpulas têm visto promessas renovadas e compromissos para combater a mudança climática, mas a implementação efetiva desses compromissos permanece um desafio significativo.

Além da economia e do meio ambiente, o G20 tem um papel vital a desempenhar na promoção da igualdade e da inclusão global. Isso inclui esforços para reduzir a desigualdade econômica entre e dentro dos países, melhorar o acesso à educação e à saúde e garantir que os benefícios do crescimento econômico e da inovação tecnológica sejam compartilhados mais amplamente.

O G20, com sua capacidade de reunir as principais economias do mundo, tem um papel fundamental na formulação de políticas que moldam o futuro econômico e social global.

No entanto, para manter sua relevância e eficácia, o grupo deve abordar críticas sobre sua representatividade e seu processo de tomada de decisão, enfrentar as divisões internas com uma visão unificada e, acima de tudo, agir com urgência para enfrentar os desafios globais com soluções globais.

À medida que o mundo continua a enfrentar crises interconectadas, a necessidade de uma liderança coletiva e decisiva nunca foi tão crítica. O G20 tem a oportunidade – e a responsabilidade – de liderar esse esforço.

ARTIGOS

Qual o verdadeiro preço da democracia ideal?

23/04/2024 07h30

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Não existe a mínima possibilidade de um dia a democracia, essa forma de governo nascida na antiga Grécia ser perfeita. Quando surgiu pela primeira vez na história, já veio com deformidades, com exclusão e imperfeições.

Na velha Atenas, seu berço natal, a democracia direta, assim chamada pelos seus inventores, somente os homens se reuniam em assembleias para discutirem e deliberarem sobre os problemas da coletividade. Nenhuma mulher ou qualquer estrangeiro participava.

Talvez o que de bom tinha, nesse início, fosse o fato de que eles não elegiam representantes, pois hoje, na chamada democracia moderna nós sabemos como somos representados por àqueles a quem votamos e concedemos mandato para nos representar. 

Com raríssimas exceções, nossos representantes nos poderes executivo, legislativo e judiciário (este ainda é pior, pois nem podemos escolhê-los), correspondem aos nossos anseios e se tornam inúteis e nocivos aos interesses da população.

Um preço muito alto essa democracia moderna. Mas será que existe em algum lugar do mundo uma democracia que poderia ser considerada ideal? É certo que em alguns países como a Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia, etc.

Conforme dados do Democracy Index do The Economist, ela se aproxima do ideal, mas mesmo assim não deixa de ter em seus seios as mazelas do poder, é só pesquisar sobre essas nações e ver, muito embora, nem de longe, são idênticas às falcatruas e abominações da democracia no resto do planeta, principalmente as nossas na América Latina, com destaque para o Brasil. 

Não existe democracia ideal, nem nunca haverá, mas mesmo assim ainda é, mesmo capengando, a melhor forma de governo para um povo e o seu preço a ser pago é exatamente as suas imperfeições.

Vivemos sob o manto da democracia moderna, que de moderna não tem nada, pois ainda não existe uma fórmula que realmente permita ao povo de um Estado se livrar dos maus políticos que o representa e o voto, sozinho, não tem o condão de resolver essa questão.

Basta olhar o Brasil e constatar isso. Quantos canalhas se elegem, se reelegem, elegem seus ascendentes, descentes e por aí vai, e sempre estão a bordo do poder central. Alguém poderia dizer, ah, mas isso é culpa do povo que os elege. É sim.

Grande parcela disso tudo é do próprio povo, entretanto, se houvessem leis e fiscalização severa, sem casuísmo, sem conchavos, funcionando de verdade, com honestidade plena daqueles a quem compete fiscalizar, as coisas poderiam ser diferentes, mas isso não acontece e o povo só serve para votar. Nada mais. 

No Brasil, o preço que se paga pelas imperfeições de sua democracia se origina de seu próprio povo, que em sua maioria não possui escolaridade e é muito alta a taxa de analfabeto funcional. Em regra, grande parte da população possui baixa escolaridade.

Isso é um fator agravante seríssimo na busca de uma democracia ideal. Outro fator importante que impede o caminho de uma democracia justa é a pobreza do povo.

Assim, sem educação e pobre, o humilde cidadão brasileiro é a isca perfeita para os políticos profissionais que se perpetuam no poder, através do voto de um eleitor incauto, ingênuo e carente de qualquer coisa, que se deixa enganar pela brilhante performance maquiavélica dos políticos profissionais.

E a roda gira sempre na mesma direção. É uma luta desigual entre o político de carteirinha e o eleitor sem instrução e muitas vezes, uma camiseta, uma dentadura, uns míseros trocados se converte em voto.

O pior de tudo é que esses políticos espertos encontraram um meio de aliciar o voto de maneira oficial, através de benefícios em dinheiro a esse povo simples, em programas como o tal bolsa família, vale gás, vale renda, vale isso, vale aquilo, tudo dinheiro público, quer dizer, do próprio povo.

Então qual seria mesmo o preço da democracia mais ou menos ideal? Eu digo que é a educação para todos. 

Só ela, a educação, pode transformar uma pessoa e torná-la capaz de entender o mundo em sua volta e não vender sua dignidade e mudar seu status e de seu país.

Perguntem a um norueguês, a um finlandês, um dinamarquês, como eles chegaram aonde estão. Não existe democracia ideal e nem jamais existirá, mas pode haver uma democracia melhor dessa falsa democracia que vivemos e o seu preço é a Educação. 

CLÁUDIO HUMBERTO

"É o mínimo que a Câmara pode fazer"

Deputado Kim Kataguiri (União-SP) e a cassação do agressor Glauber Braga (Psol-RJ)

23/04/2024 07h00

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Lula tira o corpo e culpa auxiliares pela gestão ruim

O presidente Lula (PT) continua o mesmo, terceirizando responsabilidade pelos próprios erros, exatamente como nas primeiras duas versões de governo. Incluindo os escândalos de corrupção. À frente de uma gestão pífia e por isso reprovada pela maioria da população, Lula deu ouvidos à fofoca de petistas ainda incomodados com o ex-tucano Geraldo Alckmin, chamado de “mosca morta”. Lula humilhou o vice, cobrando empenho, e fez vergonha a ministros. Mas é ele quem ainda não arregaçou mangas. 

Governo de factoides

Quinze meses depois, o governo Lula ainda caça adversários, em vez de conquistar eleitores que o rejeitam, e nada entregou. Exceto factoides.

Reprovação geral

O atual governo é tão ruim que pesquisa do Ipec, sempre gentil com o PT, indica reprovação de Lula em 6 das 8 principais áreas da gestão.

Carga pesada

Sem apitar na área econômica, Alckmin tem espaço restrito. E carrega o carma de haver indicado o microministro Márcio França, do seu PSB.

Estado catatônico

Fofoqueiros próximos de Alexandre Padilha criticam Alckmin sem admitir que há bem mais ministros em estado catatônicos no PT que no PSB.

Observatório da Oposição aponta ‘farsa’ fiscal’

O Observatório da Oposição, iniciativa do PL que funciona no Brasil como uma espécie de “governo sombra”, comum em governos parlamentaristas, divulgou nesta segunda-feira (22) sua 46ª edição, na qual destaca a “farsa do arcabouço fiscal”, e a expectativa de rombo mínimo de R$101 bilhões nas contas públicas. Segundo o relatório, o governo do PT abandonou a promessa de zerar o déficit no Orçamento, que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) vendeu como “bandeira”.

Muito pior

O rombo antevisto pelo projeto de orçamento para 2025 já pode chegar a quase R$133 bilhões, segundo as contas do relatório.

Muito elevado

A oposição prevê que se o projeto de orçamento de Lula e Haddad for aprovado, “a dívida pública só estabilizaria na próxima década”.

Chamou atenção

O contrato da empreiteira Odebrecht com o escritório que pertence ao ministro da CGU, que renegocia com... a Odebrecht, entrou no relatório.

Tá feia a coisa

Há algo de muito torto no Ministério da Saúde. Divulga que mais de 80% dos casos de dengue ocorrem em pessoas acima de 30 anos, mas orienta vacinar o público de 10 a 14 anos, que totaliza 6,2% dos casos.

Gentleman em apuros

Agora na planície, o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça) enfrenta por dever de ofício, nas idas ao Congresso, a agressividade da qual era poupado durante muitos anos dedicados à magistratura, incluindo o STF. 

Governança exposta

Já há ministros advertindo para erros políticos primários do STF, com acusações criativas do tipo “conspiração global da direita contra a democracia”. Para esses ministros, isso dá razão a Elon Musk e expõe ao mundo a que estão sujeitos os críticos da “governança” no Brasil.

Recorde mantido

O ato bolsonarista em Copacabana atraiu uma enorme multidão, mas não chegou nem perto do tamanho da manifestação de 25 de fevereiro na Avenida Paulista, em São Paulo.

Sem máscara

Ao recomendar a Fernando Haddad dedicar mais tempo aos políticos do que aos livros, Lula cometeu uma injustiça, porque afinal o ministro não é conhecido pelo hábito de leitura, e reiterou o pouco caso pela educação.

Pacote anti-invasão

Resposta da oposição à pretendida mudança na legislação para facilitar as invasões do MST, o conjunto de projetos anti-invasões passa por nova análise de deputados federais nesta terça-feira (23), na CCJ.

País nos eixos

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) explicou o que levou os apoiadores às ruas do Rio, no fim de semana: “Fomos às ruas para deixar claro, mais uma vez, que o Brasil precisa voltar aos eixos”.

Demorou

A Comissão de Segurança do Senado ouve o jornalista português Sérgio Tavares, nesta terça (23), sobre sua detenção no aeroporto de Guarulhos, pela Polícia Federal, ao desembarcar para o ato na Paulista.

Pergunta na rua

Se é fácil juntar centenas de milhares de pessoas na rua, por que só um partido o faz?

PODER SEM PUDOR

Solução rápida

A questão de água, no Nordeste, sempre aguçou rivalidades. Certa vez Juarez Távora, ministro da Viação de Castello Branco, foi ao Rio Grande do Norte visitar obras. Ao desembarcar, ouviu de um líder político local: “Precisamos de um grande açude aqui, porque estamos inferiorizados em relação ao Ceará. Lá, existem 19; aqui, 18”. Távora sacou a solução na hora: “Não tem problema. Mando arrombar um no Ceará e fica empatado”.

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