Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Se tivermos a anistia, teremos a pacificação nacional"

Ives Gandra Filho, jurista e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral

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Rueda, ‘deslumbrado’, irrita alas do União Brasil

Tem causado desconforto no União Brasil o alinhamento ao governo Lula de Antonio Rueda, presidente do partido, que parece deslumbrado com salamaleques e reuniões com ministros e líderes do governo. Como no caso em que ele recebeu Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) para definir a demissão de Juscelino Filho e o seu substituto no Ministério das Comunicações. “Consultas” do Planalto, que mais parecem ordens ao partido, como a escolha do líder da Câmara, provocam constrangimento.

Ordens petistas

O Palácio do Planalto vetou Moses Rodrigues como líder da bancada, como se o União fosse o PT. Moses assinou o projeto da anistia.

Fim da picada

O governo também tentou impor o ex-ministro Juscelino Filho como líder do União na Câmara, apesar dos crimes a que responde na Justiça.

Tem coisa aí

No partido, deputados atribuem ao temor de desagradar o Planalto a ausência de Rueda do lançamento de Ronaldo Caiado para presidente.

Em duas canoas

Rueda nunca foi eleito e no União é criticado por priorizar candidatura a deputado federal, em 2026, com um pé na direita e outro no petismo.

‘Gastômetro’ do governo será lançado dia 23

Em iniciativa semelhante ao “Impostômetro”, que expõe diariamente os tributos arrancados à força dos brasileiros, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Associação Comercial de São Paulo se preparam para o lançamento, dia 23, do “Gasto Brasil”, que será popularmente citado como “Gastômetro”. Trata-se de uma ferramenta para monitorar os crescentes gastos da União, Estados e Municípios do dinheiro que retiram do nosso bolso.

Painel físico

O painel de LED que irá contabilizar os trilhões do Gastômetro será instalado no Pátio do Colégio, centro histórico de São Paulo.

Só um gostinho

O Gastômetro terá trabalho: somente neste ano de 2025, só a União já gastou R$1,7 trilhão, de acordo com o Portal da Transparência.

Dinheiro que evapora

O Impostômetro contabiliza quase R$1,2 trilhão tomados dos pagadores de impostos em 2025, que nem sequer chegou ao mês de maio.

Desencantou

Na geladeira desde o ano passado, Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Marina Silva (Meio Ambiente), finalmente conseguiram despachar com Lula. Foram recebidos nesta segunda-feira (14).

Curtindo a falência?

O coordenador do Prerrogativas, de advogados pró-PT, curtiu o show de Gilberto Gil ao lado de Fernando Haddad. A turnê levou R$4 milhões dos Correios falidos, presidido por Fabiano Silva, indicado pelo grupo.

HH volta mesmo?

O Planalto jura que não irá interferir para salvar o deputado barraqueiro Glauber Braga (Psol-RJ) da cassação. Não é bem assim. A suplente Heloísa Helena (Rede-RJ), igualmente barraqueira, é crítica de Lula.

Triste declínio

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) fez defesa pobre e burocrática de diploma, associou-se à “regulamentação” (censura, a rigor) das redes e “inovou”: “sem jornalismo não há democracia”. Quando lutou contra o autoritarismo, a ABI sustentava que não há democracia... sem liberdade.

Lobby ativo

Falta marcar a data para saber se planos de saúde continuarão a oferecer serviços não previstos na lista da ANS. O lobby das operadoras, despudorado, sempre prevalece. A bola está com o STF.

Fufuca com Lira

O deputado Arthur Lira (PP-AL) recebeu em Alagoas, nesta segunda (14), o ministro do Esporte que ele indicou, André Fufuca, para inaugurar duas obras para educação e prática esportiva na cidade de Coruripe.

Café salgado

No Dia do Café, ontem, nunca um cafezinho custou tão caro. A bebida querida dos brasileiros disparou 77,78% no governo Lula, nos últimos doze meses. Os números foram apurados no IPCA, do IBGE.

Bajulação prioritária

Com bicho pegando para todo lado, deputados acharam por bem aprovar urgência, o que acelera tramitação, do projeto que institui a Medalha Prefeitos pela Educação, honraria para bajular colegas de municípios.

Pensando bem...

...nem o coelhinho precisa de tantos dias de folga na Páscoa.

PODER SEM PUDOR

Menino de futuro

No golpe de 1964, Miguel Arraes foi retirado do governo pernambucano e seu vice Paulo Guerra assumiu. Um dia ele recebeu o filho de um amigo, o deputado Metódio Godoy. O rapaz queria emprego. Guerra descartou: “A única vaga que ainda não foi ocupada é a de vice-governador...” O rapaz não se fez de rogado: “Se o senhor não tiver ninguém em vista, eu aceito.” Guerra respondeu com espanto: “Meu filho, você tem futuro”. Anos depois, aquele garoto, Ribeiro Godoy, seria eleito deputado.

EDITORIAL

Volta dos radares e o bom senso nas estradas

Que o foco da volta dos radares à BR-163 não seja apenas a fiscalização, mas também a educação e a melhoria na sinalização e na qualidade do asfalto

19/04/2025 07h15

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Os radares estão voltando à BR-163 em Mato Grosso do Sul. E, como quase tudo na vida pública brasileira, isso pode ser encarado sob duas óticas distintas: uma boa e uma má notícia. Para os que trafegam pela rodovia respeitando as regras, é uma medida esperada. Para os que insistem em fazer da pressa um estilo de direção, é mais um obstáculo a sua imprudência. Ainda assim, o ponto central está no equilíbrio que deve nortear essa reinstalação.

É preciso deixar claro: radares, quando bem instalados, com sinalização adequada e objetivos transparentes, não são vilões. Ao contrário, são instrumentos de segurança e prevenção. A BR-163 é uma das mais importantes vias do Estado, e também uma das mais perigosas. O excesso de velocidade é um dos principais fatores de risco nas estradas brasileiras, e limitar esse comportamento é preservar vidas. O retorno dos equipamentos, nesse contexto, é bem-vindo.

Contudo, também é preciso dizer com todas as letras: radares não podem ser armadilhas. Quando mal posicionados, escondidos ou sem qualquer lógica aparente, deixam de cumprir sua função educativa e preventiva e se tornam mecanismos arrecadatórios. Não faltam exemplos no Brasil de motoristas que são surpreendidos por radares mal sinalizados, em trechos sem qualquer histórico de acidentes. Esse tipo de uso precisa ser combatido com rigor.

Cabe ao governo federal e à concessionária CCR MSVia o compromisso de que os equipamentos serão instalados com critério, embasamento técnico e, sobretudo, transparência. A população precisa confiar que os radares estão ali para salvar vidas, e não para punir motoristas descuidados por puro capricho burocrático. Transparência na gestão do trânsito também é uma forma de educação.

Ao mesmo tempo, é preciso evitar o outro extremo. Radares extremamente visíveis, em locais já conhecidos, podem levar motoristas a frear bruscamente antes do ponto e acelerar novamente em seguida. Esse tipo de comportamento, além de ineficaz na prevenção, pode ser igualmente perigoso. Por isso, bom senso é a palavra de ordem na configuração e localização desses equipamentos.

Viajar com responsabilidade ainda é a melhor solução para qualquer problema de trânsito. Revisar o veículo, utilizar os itens de segurança e respeitar os limites de velocidade são atitudes que não custam caro e podem evitar tragédias. A velocidade, como se sabe, é uma das maiores inimigas da segurança. E nenhuma viagem compensa a perda de uma vida no asfalto.

Por fim, que a volta dos radares à BR-163 sirva como ponto de partida para uma política mais séria e eficiente de segurança nas estradas. Que o foco não seja apenas a fiscalização, mas também a educação e a melhoria na sinalização e na qualidade do asfalto. O trânsito é reflexo da nossa sociedade, e qualquer esforço por mais segurança merece apoio. Desde que venha acompanhado de respeito, responsabilidade e, principalmente, coerência.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Agora resgatamos criminosos em países vizinhos"

Deputado Filipe Barros (PL-PR) sobre Lula conceder asilo a ex-primeira-dama do Peru

19/04/2025 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Após ‘chocolate’, Marina está de saída do Rede

A derrota humilhante de Marina Silva (Meio Ambiente) por quase 50 pontos (26,5% do seu candidato a 73,5% da oposição), pelo controle do partido Rede, fez ressurgir a possibilidade de a ministra de Lula ter de abandonar o partido que ajudou a fundar em 2015. É a terceira derrota seguida de Marina no Rede. O destino pode ser voltar ao PSB, onde a consideram uma chata de galocha, ou ao PT do atual chefe, com o qual rompeu há quase 20 anos, após o que chamou de “embates”.

Jogo sensível

A antipatia de Marina é percebida. Intrigas internas fizeram até o partido perder um senador: Randolfe Rodrigues não aguentou e meteu o pé.

Queria ser Dilma

Marina deixou o PT em 2009 para lançar candidatura a presidente, após ser preterida na sucessão de Lula, à época no final do segundo mandato.

Único motivo

Marina ainda não deixou o Rede por ser deputada. “Se sair, pode perder o mandato”, explica um interlocutor. Por enquanto, a ordem é ficar.

Rendeu cargo

Derrotada nas disputas presidenciais de 2010 (pelo PV), 2014 (pelo PSB) e 2018 (pelo Rede), Marina voltou a apoiar Lula em 2022.

Projeto de Anistia deve ter 300 votos, estima Jordy

O projeto de lei na Câmara dos Deputados que concede anistia aos presos do 8 de janeiro, e que obteve 264 assinaturas para ganhar regime de urgência, deve ser aprovado por mais de mais de 300 parlamentares, segundo estimativa do deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Em entrevista ao podcast Diário do Poder, ele disse que após a oposição emplacar a urgência, muitos que ficaram de fora passaram a ser cobrados. A previsão é que deputados que assinaram a urgência apoiem o mérito.

Motivo da preocupação

“Pode ter certeza. E é isso que está preocupando tanto o Hugo Mota e os ministros do Supremo”, garante Jordy, ex-líder da oposição.

Pressão sob pressão

Jordy acredita que a pressão popular e dos próprios parlamentares deve elevar o número de deputados que vão votar a favor do PL da Anistia.

Disputa de força

A aprovação do projeto da anistia, diz Jordy, “vai realmente fazer com que o Supremo Tribunal Federal se sinta enfraquecido”, conclui.

Trem fantasma

Secretário de Orçamento, Clayton Montes foi o escolhido pelo ministro da Fazenda de Lula, Fernando Haddad, para “anunciar” o que todo mundo já sabe: o caos vem aí. As contas não fecham já a partir de 2027.

Noves fora, crise

Na contramão do governo Lula (PT), que prevê superávit de R$34 bilhões em 2025, a Instituição Fiscal Independente do Senado estima déficit primário de R$ 64,2 bilhões. Daí a previsão de crise iminente.

Agressão é golpe

“É desanimador ver que o deputado que agrediu pessoa dentro da Câmara pode receber anistia”, ironiza Maurício Marcon (Pode-RS), após o presidente da Câmara, Hugo Motta, garantir dois meses de sobrevida a Glauber Braga (Psol-RJ), cassado no Conselho de Ética por agressão.

Cri, cri, cri...

O STF anulou o perdão de Jair Bolsonaro a Daniel Silveira, lembra Bia Kicis (PL-DF), mas, “agora, Lula dá asilo a uma condenada por corrupção, contra a lei e tratados internacionais”. Cobra: “E o STF?”

Exaustão

O futebol dominou buscas na internet na semana da Páscoa, no Top 100 no Google Trends no Brasil. Erika Hilton, cujo visto aos EUA identifica a parlamentar trans como homem, é o único tema político na lista.

História multicentenária

O ministro do STF Gilmar Mendes inaugurou parceria do seu IDP com a Universidade de Coimbra (Portugal), instituição fundada mais de 200 anos antes do Descobrimento do Brasil, o Centro de Estudos IDP-UC.

Bom ou ruim?

A revista inglesa The Economist diz que o ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes é “um dos juízes mais poderosos do mundo” e quer “salvar a democracia contendo as redes sociais.”

Nem com a natureza

Abril é historicamente um dos meses com menos focos de queimadas, mas, em 2024, sob Lula, com Marina Silva ministra do Meio Ambiente, registra-se o maior número de incêndios desde 2020.

Pensando bem...

...até greve de fome acaba em pizza na Praça dos Três Poderes.

PODER SEM PUDOR

Só na horizontal

O repentista Pedro Ferreira era deputado estadual em Alagoas, nos anos 1980, quando uma eleitora o procurou para pedir emprego. Mas condicionou: “Só posso trabalhar à noite, deputado.” Ele prometeu: “Vou ver o que posso fazer.” Ela aumentou a exigência: “Mas eu só posso trabalhar depois das nove da noite...” Com franqueza incomum para um político, Pedro Ferreira descartou: “Olhe, minha filha, emprego para moça depois das nove da noite, só se for deitada olhando para o teto.”

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