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OMERTÀ

Após pente-fino do Gaeco em delegacias, corregedoria diz que afastará envolvidos

Investigação indica que delegado teria recebido propina de R$ 100 mil da milícia, fato que já era de conhecimento da corregedoria
19/06/2020 15:29 - Nyelder Rodrigues


 

Duas delegacias de Campo Grande foram alvo de buscas e apreensão durante a terceira fase da Operação Omertà, ontem (18), e que resultou na prisão de dois policiais civis, entre eles o delegado Marcio Obara, ex-titular da Homicídios. Em nota, a corregedoria afirma que acompanha o caso e vai tomar providências para afastar os envolvidos.

As prisões e buscar foram realizadas por equipes do Gaeco - braço de ações especiais do Ministério Público - e da própria Polícia Civil, através do Garras, em cumprimento às decisões emitidas pelo juiz da 7ª Vara Criminal, Marcelo Ivo de Oliveira.  

Os alvos da ação foram, além de Obara, apontado como recebedor de R$ 100 mil em propina da milícia investigada na Omertà, os investigadores Célio  Monteiro, conhecido como Manga Rosa, e Frederico Maldonado, o Fred - apenas a prisão de Célio foi confirmada.

"A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informa que adotará as medidas necessárias para o afastamento compulsório dos servidores presos", frisa a nota, que ainda pedirá à 7ª Vara Criminal o compartilhamento de provas e informações colhidas contra os policiais civis em questão para instaurar procedimento disciplinar.

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH) e à 2ª Delegacia de Polícia Civil - que atende a região norte de Campo Grande, nos arredores da avenida Mascarenhas de Moraes - foram as unidades com mandados autorizando Gaeco e Garras a fazerem um pente-fino nesses dois locais.

No caso, as buscas foram feitas na sala onde Célio trabalha, na DEH, com compartimentos de uso pessoal e armários sendo verificados. Já na 2ª Delegacia, atual local de trabalho de Obara, foram checados o gabinete e a sala de trabalho do delegado, além de armários e outros compartimentos de uso pessoal para guardar documentos.

Fato já era conhecido

Apesar de afirmar que providências serão tomadas com a prisão dos policiais, incluindo afastamento de funções, a corregedoria da Polícia Civil já tinha conhecimento do recebimento de propina por um delegado, até então sem o nome revelado, no valor de R$ 100 mil. Apesar disso, em nenhum momento houve afastamento.

"Não era uma informação nova para nós [da Corregedoria], mas agora com essas evidências podemos reforçar ainda mais nossas investigações", disse o delegado Jairo Mendes, então corregedor-geral, em entrevista ao Correio do Estado publicada em 8 de outubro de 2019. Ali, ofício já havia sido enviado à Justiça pedindo acesso às provas.

Porém, mesmo diante dessa afirmação de Mendes, Obara nunca teria sido chamado para prestar esclarecimentos sobre envolvimento com qualquer organização criminosa que fosse, segundo revelou o advogado dele, Ronaldo Franco.

Omertà III - Armagedom

Cerca de 200 policiais foram designados para cumprir 16 mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária em Campo Grande, Ponta Porã, Ivinhema e em Peruíbe (SP). Pelo menos oito pessoas foram presas, entre eles o ex-presidente da Assembleia Legislativa e atual conselheiro do Tribunal de Contas, Jerson Domingos.

Jerson estava em sua fazenda, em Rio Negro, e veio dirigindo sua própria camionete até Campo Grande, onde foi direto para a sede do Garras, por volta do meio-dia. Por volta das 14h, ele seguiu para o Centro de Triagem, onde dormiu na cela 17, famosa por já ter abrigado políticos como André Puccinelli e Edson Giroto.

Contudo, nesta manhã de sexta-feira (19), a defesa de Domingos conseguiu habeas corpus, expedido pelo desembargador Vladimir Abreu da Silva, sob alegação de que os fatos narrados no mandado de prisão não são suficientes para tal.

Contra o ex-deputado, o Gaeco aponta envolvimento dele com a milícia armada chefiada por Jamil Name, que cunhado de Jerson e está detido no presídio federal de Mossoró (RN). Além de Domingos, também já foram soltos a sobrinha de Jamil, Cynthia Name, e o funcionário de uma de suas empresas, Benevides Pereira, o Benê.

 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...