CHÁCARA DO CRIME

Arsenal apreendido em Ponta Porã ia para criminosos do Rio de Janeiro, diz polícia

Explosivos, fuzis e centenas de munições foram apreendidas em chácara na fronteira
10/02/2020 10:26 - Bruna Aquino


 

A Polícia de Mato Grosso do Sul acredita que o grande arsenal de guerra apreendido ontem (9), em Ponta Porã, município que faz fronteira com o Paraguai, poderia estar ligado ao crime organizado e tinha como destino o Rio de Janeiro. O flagrante ocorreu durante a operação Hórus da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça. Na ocasião, três pessoas foram presas e no local foram encontrados fuzis, munições, granadas, explosivos, coletes balísticos e um utilitário esportivo Toyota SW4 blindado. 

A hipótese não é descartada, uma vez que um dos presos, um jovem de 28 anos, que estava com o dono da chácara, alegou que veio do Rio de Janeiro e que iria trabalhar como capataz na área rural. Outro jovem de 25 anos, que se apresentou como sobrinho do dono da fazenda também foi preso. 

Quem suspeitou da ação do trio foi os policiais do Departamento de Operações da Fronteira (DOF) que encontraram o arsenal de guerra, alguns estavam enterrados em canos pvc nos fundos da chácara. Todo material apreendido foi levado para à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) que também vai investigar o caso.

 
 

Segundo o diretor do DOF, coronel da Polícia Militar Marcos Paulo Gimenez, as equipes já estavam monitorando as situações na linha da fronteira, até porque houve reforço por conta da fuga em presídio em Pedro Juan Caballero recentemente. Dessa forma, o comandante diz que não descartam a hipótese de que os criminosos levariam as armas até o Rio de Janeiro. “Bom não podemos descartar as possibilidades, aparentemente o arsenal ia para o Rio de Janeiro, mas também não descartamos outra possibilidade do Novo Cangaço, porque encontramos explosivos que geralmente são utilizados para destruição de caixa forte”, disse. 

Para o coronel, o trabalho desempenhado na fronteira é de prevenção. “O departamento é composto por policiais militares, agimos preventivamente, a prevenção é essencial, essa operação mostra que estamos atentos, muitas vidas poderiam ser ceifadas se não tivéssemos ativos principalmente na fronteira. A operação Hórus continua e estamos desenvolvendo todo trabalho de monitoramento para prestar o melhor serviço a sociedade”, finalizou. 

A ação de ontem foi bem elogiada pelo ministro da Justiça e Segurança pública Sérgio Moro. Em sua rede social, Moro parabenizou o DOF e destacou o programa VIGIA, realizado na fronteira. “Parabéns ao Departamento de Operações de Fronteira (DOF) da PM/MS pela grande apreensão de armas em Ponta Porã na data de hoje. A SEOPI/MJSP apoia as operações policiais de fronteira com a Operação Hórus e o Programa VIGIA”, diz a publicação. 

A reportagem entrou em contato com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Videira sobre o caso, mas não obteve retorno. 

 
Confira no vídeo abaixo policiais retirando arsenal enterrado - Reprodução/DOF
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".