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OPERAÇÃO PARASITA

Quadrilha que movimentou R$ 18 milhões tinha integrantes cadastrados em auxílio do governo

Polícia Federal deflagrou operação em Mato Grosso, mas grupo contava com integrantes de Mato Grosso do Sul e mais dois estados
05/02/2021 18:32 - Gabrielle Tavares


Grupo criminoso desmantelado pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) que movimentou cerca de R$ 18 milhões em três anos tinha integrantes de quatro estados brasileiros, incluído Mato Grosso do Sul. Mesmo assim, alguns deles eram cadastrados em benefício assistencial do governo.

O montante foi arrecadado entre os anos de 2018 e 2020. Além disso, a Polícia Federal e Polícia Civil de Mato Grosso bloquearam R$ 12 milhões das contas bancárias dos investigados.

A Operação Parasita teve como alvo a organização que estava envolvida em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Foram executadas 34 ordens judiciais de prisão preventiva, busca e apreensão, além de sequestro de bens móveis e imóveis.

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Dos 21 mandados de prisões deferidos, oito deles tiveram como alvo criminosos que já estão detidos. Os mandados foram cumpridos em cidades de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba e Pernambuco.

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (5), o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Sérgio Tadao Mori e o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, apontaram que os líderes foram presos e todos os bens bloqueados.

“O trabalho integrado demonstra que se os estados se organizarem de forma a combater as organizações criminosas, teremos muitas vitórias. Essa operação tem um resultado muito positivo porque ataca diretamente as lideranças do crime, o sistema financeiro e a lavagem de dinheiro”, argumentou  Bustamante.

As investigações mostraram que um presidiário, recluso na Penitenciária Central (PCE), em Cuiabá, criou e liderou uma espécie de 'franquia do crime'. Ele fez ligações com outros grupos criminosos, dentro e fora de MT, e organizava a logística para fornecer entorpecentes a organizações criminosas da região nordeste do País.

Traficantes discretos

De acordo com a FICCO, o grupo atuava de forma mais 'discreta', sem ostentar o dinheiro arrecado com o crime. A movimentação só era feita por meio de empresas de fachada abertas em nome de familiares do líder da organização, entre eles os pais e uma filha do investigado.

As funções distribuídas entre os membros entre as atividades de arrecadação, cobrança, controle das entradas e saídas e investimentos.

O controle contábil era feito dentro de uma unidade prisional em Pernambuco. Imóveis foram adquiridos no interior de Mato Grosso, assim como lojas abertas, algumas delas só existiam no papel.

As transferências feitas pelos criminosos utilizavam a técnica conhecida como 'smurfing', que consiste no fracionamento do dinheiro em pequenas quantias para não chamar a atenção e escapar do controle administrativo das instituições financeiras.

Nenhum dos investigados possui rendimentos lícitos conhecidos que possam justificar os altos valores movimentados.

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