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Em carta, integrante do PCC disse estar "possesso" com órgãos de polícia e segurança em MS

Polícia disse que carta contém trechos "terroristas e atentatórios à estabilidade das instituições"

Da Redação

05/08/2022 15:30

 

O membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), Guilherme Azevedo dos Santos, conhecido por "Gibi/Execução", teve uma carta interceptada pela direção do Presídio Gameleira, segurança máxima de Campo Grande.  

"Possesso com a polícia, com o promotor de justiça, se puder eu vou ceifar todos igual eu fiz com o Júnior há uns sete anos”, diz  trecho da carta, destinada à namorada, que segundo ele, estaria reclusa em outro sistema prisional de MS.

Entre outras informações, a polícia disse que a carta  possui “trechos terroristas, atentatórios à estabilidade das instituições constituídas, fazendo referência hostil ao Dracco, Sejusp, Ministério Público, Poder Judiciário e polícias em geral, motivados pelo inconformismo com a notícia do requerimento de sua remoção para presídio Federal”. 

O detento disse estar preocupado com seu destino dentro do sistema penitenciário. Entre as localidades possíveis, acredita que seguirá para Mossoró, Catanduvas, Porto Velho ou Brasília.

Segundo ele, o pedido da transferência foi realizado pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), e acatado pelo Ministério Público. 

“O Dracco fez o pedido para eu ir para a Federal, o MP acatou e eu aguardo vaga em uma dessas federais citadas acima", diz outro trecho da carta. 

“Não sei se você viu algo sobre mim no jornal…que seria transferido para a Federal, eu no comando das cidades estou aqui..isolado. É uma cela individual para cada”, disse Guilherme Azevedo.

Denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPMS), Azevedo foi detido anteriormente com um bilhete onde instruía outros membros a  criar explosivos, e informava sobre atentados contra forças policiais. 

O documento será encaminhado à perícia da Polícia Civil.

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