CASO MARIELLE

Esconderijo de capitão Adriano tinha 13 celulares e quatro armas, diz a Polícia. Veja o vídeo

Ex-PM foi morto em troca de tiros na Bahia
10/02/2020 02:00 - Estadão Conteúdo


Arsenal apreendido na chácara do crime - Robson Ramos
 

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia afirmou, neste domingo, 9, que foram apreendidos 13 celulares, uma pistola, um revólver e duas espingardas no imóvel na zona rural do município de Esplanada, onde foi morto Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano.

Ele era um dos alvos da investigação sobre suposta rachadinha no gabinete do senador Flávio Bolsonaro, à época em que o filho do presidente Jair Bolsonaro esteve na Assembleia Legislativa do Rio.

Segundo a pasta, Guarnições do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte, do Grupamento Aéreo (Graer) e da Superintendência de Inteligência (SI) da SSP da Bahia encerraram as varreduras, no início da tarde deste domingo, 9.

"Os materiais foram encontrados em diferentes cômodos da casa. O caso que terminou com a morte em confronto do ex-policial militar do Rio de Janeiro e foragido da Justiça foi registrado no Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Bahia", disse a Secretaria.

De acordo com a pasta, a formalização da ocorrência foi repassada para equipe do Rio que deu apoio com informações e investigava Adriano.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Adriano passou a ser monitorado por equipes da SI da SSP da Bahia, após informações de que ele teria buscado esconderijo na Bahia. "Nas primeiras horas da manhã ele foi localizado em um imóvel, na zona rural de Esplanada. No momento do cumprimento do mandado de prisão ele resistiu com disparos de arma de fogo e terminou ferido".

"Ele chegou a ser socorrido por um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Com o foragido foi encontrada uma pistola austríaca calibre 9mm. Vasculhando outros cantos da casa os policiais encontraram mais três armas", informa a pasta, por meio de nota.

"Procuramos sempre apoiar as polícias dos outros Estados e, desta vez, priorizamos o caso por ser de relevância nacional. Buscamos efetuar a prisão, mas o procurado preferiu reagir atirando", comentou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa.

O advogado Paulo Emilio Catta Preta, que defendia Adriano, afirmou ter recebido uma ligação de seu cliente na quarta, 7. O ex-PM disse que tinha "certeza" de que queriam matá-lo para "queimar arquivo". A viúva do miliciano também fez o mesmo relato.

O capitão Adriano estava foragido desde a Operação Os Intocáveis, deflagrada em janeiro de 2019, contra uma milícia que atua em Rio das Pedras, comunidade pobre da Barra da Tijuca. 

 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".