Polícia
MAJOR CARVALHO

Ex-major de MS tentou negociar máscaras contra coronavírus vindas da China

Tido como um dos maiores narcotraficantes do mundo, ex-PM de MS, expulso em 2018, sumiu no mundo

Celso Bejarano

13/01/2022 11:44

Preso pela primeira vez em 1997, 25 anos atrás, por tráfico de drogas, com ramificações na Bolívia e Venezuela, o ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, à época com 39 anos (hoje 63 anos de idade), desde então, mergulhou no universo da criminalidade e não quer mais sair de lá.

A última notícia do ex-oficial foi publicada nesta quinta-feira (13) no portal Uol, por Jonas Jozino, jornalista que acompanha há anos a ficha corrida de Carvalho.

Desta vez, a polícia descobriu que, para lavar dinheiro, o ex-major tentou negociar em território brasileiro 10 milhões de máscaras de proteção contra o coronavírus, carga chinesa.

Ninguém sabe ao certo por onde anda Carvalho, que já cumpriu pena em MS por tráfico de drogas. 

Na Europa, o ex-major é conhecido como o "Escobar brasileiro", uma referência ao famoso Pablo Escobar, morto assassinado em 1993, há 28 anos. 

Carvalho estreou na PM de MS na segunda metade dos anos 1980, como chefe do batalhão militar, em Amambai, cidade situada na região de fronteira do MS com o Paraguai.

Já há época, o então oficial contrabandeava pneus vindos do país vizinho. 

Embora descoberto praticando o crime, Carvalho escapou daquela investigação. 

Depois disso, o ex-oficial envolveu-se no tráfico de drogas, foi sentenciado, cumpriu pena, mas, ao conquistar a liberdade, seguiu vivendo de delitos. 

Só em março de 2018, a Justiça de MS o expulsou da PM.