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REVÓLVER DA GUARDA

Arma de duplo homicídio estava enterrada em lote abandonado no Aero Rancho

Valtenir procurou base da corporação em que trabalhava para se entregar
06/03/2020 14:01 - Bruna Aquino


 

A arma de calibre .38 que foi utilizada no duplo homicídio de Maxelline da Silva dos Santos e Steferson Batista de Souza além de ferir Kamila Teles Bispo no último fim de semana em Campo Grande foi encontrada enterrada em um lote abandonado no bairro Aero Rancho, segundo informou a delegada responsável pelo caso Sueyli Araújo, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

A arma utilizada no crime é do Guarda Municipal Valtenir Pereira da Silva que confessou o duplo homicídio nesta sexta-feira (6) quando procurou a base da corporação em que trabalha, no bairro Aero Rancho para se entregar em companhia do advogado. 

 
 

Ontem, agentes de três unidades diferentes da Polícia Civil se uniram em uma força-tarefa para tentar encontrá-lo.

Até um helicóptero foi utilizado. De acordo com denúncia anônima, Valtenir estava na casa de um primo, na região do bairro Aero Rancho. Nas buscas foram apreendidos uniformes da Guarda Municipal, a carteira funcional do autor e outros pertences pessoais.

Segundo o advogado do autor, Vagner Batista de Souza, ele decidiu se entregar e às 8h15 encontrou com Valtenir no estacionamento do hospital Regional Rosa Pedrossian. “Ele estava com muito medo de se entregar à polícia, ele disse que não aguentava mais ficar fugindo, então como tem uma filha com problemas de saúde, esperou o pagamento sair para depositar a pensão da filha”, contou.

O guarda prestou depoimento durante a manhã e após liberado será encaminhado ao Centro de Triagem e posteriormente o presídio.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.