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ASSASSINATO

Defesa pede liberdade provisória para filha de Belchior acusada de esfaqueamento

Foragidas desde março, Isabela e a namorada foram presas na quinta-feira, após confessarem envolvimento em morte em São Carlos (SP)
15/08/2020 13:16 - Marcos Pierry


A advogada de defesa de Isabela Menegheli Belchior, que confessou participação na morte de um homem em São Carlos (SP), em agosto de 2019, entrou ontem (14) com pedido de liberdade para a jovem de 26 anos. 

A Filha

Terceira de quatro filhos do cantor Belchior (1946-2017), Isabela e sua namorada, Jaqueline Chaves, de 31 anos, estavam foragidas desde março e se apresentaram em uma delegacia do município do interior paulista na quinta-feira.

Versões desencontradas

Após confessarem envolvimento na morte do metalúrgico Leixer Buchiwieser dos Santos, as duas foram presas. Veridiana Trevisan, advogada de Isabela, fez o pedido de liberdade por não concordar com o tipo de crime atribuído à sua cliente pela acusação, latrocínio. Segundo a advogada, o caso deveria ser enquadrado como homicídio qualificado.  

Há diferentes versões sobre o assassinato do metalúrgico. Veridiana conta que Jaqueline teria marcado encontro com a vítima em um bate-papo online, em agosto de 2019, e receberia R$ 500 por um programa. 

Santos teria oferecido quantia maior caso Jaqueline fosse acompanhada de uma criança ou de uma grávida. Após insistir na oferta, Santos alegou que seria uma brincadeira. 

Por fim, os dois marcaram o encontro e, segundo a defesa, foram até a casa onde Jaqueline e Isabela viviam.

No local, Santos teria insistido para que a sobrinha de Isabela presenciasse o ato sexual. Isso fez com que a filha de Belchior entrasse em desentendimento com o pai e o tio da criança, que também moravam na casa. Após agressões, Isabela teria pegado a faca que estava na cozinha e deu o primeiro golpe. Os dois homens, diz a advogada, estão desaparecidos.

Eles achavam, que a vítima estava viva e levaram o homem, em seu próprio carro, para zona rural. 

Depois, deixaram Santos perto da pista, foram para o lado oposto da cidade e pediram para que Jaqueline, que estava com a mãe da criança, levasse gasolina para incendiar o automóvel.

Veridiana diz que se trata de homicídio qualificado, com pena de 12 a 30 anos, e não como foi denunciada, por latrocínio, com reclusão de 20 a 30 anos. Isabela recebeu a penalidade maior porque, segundo a investigação, um cartão da vítima foi usado para saque após sua morte.

"O que queremos deixar claro é que não houve extorsão e, na realidade, Isabela e os outros envolvidos queriam dar um corretivo na vítima pelo envolvimento dele com crianças, pois ele era assíduo, na prática, de pedofilia. Em nenhum momento colocaram a criança em risco, no imóvel ou em contato com a vítima", disse.

Defesa da namorada apresenta outra versão

Já a advogada de Jaqueline, Fabiana Carlino Luchesi, apresenta outra versão para o episódio. 

Ela confirma apenas o início da conversa na sala virtual e que ambas acusadas sentiram "nojo" pela conversa da vítima de envolver criança ou mulher grávida em ato sexual. 

Segundo ela, não houve extorsão. Ela afirma ainda que Jaqueline não faria mais o programa.

Mas que, ao passar na frente do posto de gasolina onde teria marcado o encontro, junto com Isabela e a sobrinha de três anos, Jaqueline teria visto o carro da vítima no posto e parado no local para xingá-lo.

Depois disso, teria deixado Isabela em casa e partido para comer um lanche com a sobrinha. 

Santos, porém, teria seguido o veículo e entrado na casa das duas, onde teria iniciado uma briga com Isabela e os dois irmãos de Jaqueline, quando teria ocorrido o crime. 

Jaqueline teria recebido uma ligação de Isabela para levar gasolina e, só depois, iria saber dos fatos.

Investigações mostram contradição nos relatos

O delegado Gilberto De Aquino, da Delegacia de Investigações Gerais de São Carlos, responsável pelo caso, acredita que tudo teria tomado outro desfecho.

"Elas deveriam ter comunicado o fato (suposto pedido para encontrar uma criança) à polícia e seria aberta investigação com apuração de provas. Poderíamos ter descoberto outros crimes cometidos por ele. Assim, ele poderia estar preso ou em tratamento, pois pedofilia é uma doença", afirma Aquino.

Para o policial, elas tiveram uma escolha e optaram por fazer algo ilícito.

Na versão da polícia, outro fator que não bate com o relato das advogadas das denunciadas é o encontro com a vítima, que, segundo o delegado, aconteceu no posto de gasolina entre Isabela e o metalúrgico, quando ela foi tentar extorqui-lo pelos seus atos de pedofilia. 

Após não conseguir nada, ele teria a seguido até a casa das duas, onde teria se envolvido na briga com os demais moradores.

 

 

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!