Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

DOIS ASSASINADOS

Há um ano em Campo Grande, policial morto seria transferido na semana que vem

Antônio Marcos Roque não estava adaptado à cidade e pediu para retornar para seu município de origem, Coxim
10/06/2020 15:45 - Nyelder Rodrigues


Um dos policiais mortos em Campo Grande com tiros na nuca enquanto transportavam dois suspeitos no banco de trás do carro, no fim da tarde de terça-feira (9), Antônio Marcos Roque da Silva trabalhava na Capital há pouco mais de um ano e seria transferido para sua cidade de origem, Coxim, região norte do Estado, na próxima semana.

Pai de dois filhos, um deles com 2 e outro com 4 anos, Marcos tinha 39 anos e estava há 14 anos na Polícia Civil. Ele teria sua remoção de cidade assinada nesta quarta-feira (10), explicou o chefe da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul, Marcelo Vargas, em entrevista coletiva concedida na sede da Delegacia Geral.

"Recentemente ele pediu remoção para Campo Grande, há pouco mais de um ano, mas acabou não se adaptando e acabou pedindo remoção de volta para Coxim na semana passada. O ato provavelmente autorizando seu retorno para o norte do Estado seria assinado nesta quarta e publicado na segunda-feira (15)", revela Vargas.

Antônio entrou na Polícia Civil em 2006 - ou seja, há 14 anos - e estava lotado na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), onde trabalhava com Jorge da Silva dos Santos, de 50 anos, policial civil desde 2002 e que também morreu com tiro na nuca no carro, uma viatura descaracterizada, no bairro Itanhangá Park.

Os dois policiais investigavam um roubo a um ourives, cometido há cerca de três semanas por Willian Dias Duarte Comerlato, com participação do vigilante Ozeias Silveira de Morais. No curso das investigações, ambos foram encontrados e levados pelos policiais no banco de trás de um Fiat Mobi.

Segundo a Polícia Civil, Willian foi algemado por possuir mandado de prisão por violência doméstica em seu nome, o que não ocorreu com Ozeias, sem nenhuma restrição judicial. No caminho para a delegacia, Ozeias teria sacado uma arma que ele escondeu por baixo da roupa e atirou contra os policiais, os matando.

Ozeias fugiu e foi procurado durante toda à noite e madrugada, sendo encontrado no bairro Santa Emília, por volta das 4h desta quarta-feira. O relato policial é de que ele atirou contra os agentes da Derf que participaram da busca e, no tiroteio, acabou sendo atingido três vezes. O vigilante morreu antes de chegar à Santa Casa.

Jorge foi velado durante à madrugada e enterrado nesta manhã de quarta-feira (10) em Campo Grande, enquanto o corpo de Marcos foi para Coxim, onde foi sepultado. Já Ozeias segue no Instituto de Medicina de Odontologia Legal(Imol). Parentes dele foram procurados para os procedimentos de enterro, mas nenhum foi encontrado.

 
 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.