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DUPLO HOMICÍDIO

Decretada prisão de guarda que violou medida protetiva e matou ex-namorada

Foragido, guarda municipal matou a ex e conhecido, além de ferir gravemente outra mulher
01/03/2020 16:44 - Fábio Oruê


 

Prisão preventiva do guarda municipal Valtenir Pereira da Silva, de 35 anos, suspeito de matar a tiros Maxelline da Silva dos Santos, de 28, e Steferson Batista de Souza, de 32, na madrugada deste domingo, no bairro Noroeste, em Campo Grande, foi decretada após o duplo homicídio. A autor está foragido atualmente. 

Segundo a delegada da Casa da Mulher Brasileira, Bárbara Alves, Maxelline estava em um churrasco na casa de um casal de amigos quando o guarda municipal chegou no local. A vítima e a amiga Kamila Teles Bispo, de 31,  foram até a frente da casa conversar com o suspeito, quando ocorreu uma discussão. 

Em seguida, o guarda atirou na cabeça da ex-namorada e nas costas da amiga, quando ela tentou fugir para dentro do imóvel. Ao ouvir o tiro, Steferson, dono da casa e marido de Kamila, foi ver o que tinha acontecido e também acabou sendo atingido por um tiro, morrendo no local. 

 
 

Maxelline morreu e a amiga atingida nas costas pelo disparo está em estado grave, na ala vermelha da Santa Casa.  O guarda municipal permanece foragido e as informações são de que a arma usada por ele é da Guarda Municipal.

No último dia 24 de fevereiro, a vítima registrou um boletim de ocorrência contra o autor e pediu uma medida protetiva de urgência (MPU), que foi concedida no mesmo dia, como informou a delegada. Valtenir foi intimado pessoalmente por um oficial de Justiça, mas mesmo com MPU em vigor, procurou Maxelline nesta madrugada. 

CASOS

O primeiro caso de feminicídio em Campo Grande foi contra a florista baleada pelo ex-namorado, em janeiro, no bairro Carandá Bosque. Além dos dois registros de feminicídio em Campo Grande, o Estado registrou também, em 2020, três casos do crime no interior do Estado, Jardim, Fátima do Sul e São Grabriel do Oeste.

Em 2019 foram registrados 30 casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul, cinco só em Campo Grande. Já os registros de violência doméstica somam 5.158 em MS e 27% - exatos 1.628 - dos casos são em Campo Grande.  

*Colaboraram Eduardo Miranda e Naiane Mesquita 

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!