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CAMPO GRANDE

Juiz aceita denúncia e assassino de Carla vira réu por homicídio qualificado

Primeira audiência do caso foi marcada para o dia 8 de setembro, onde serão ouvidas testemunhas de acusação
01/08/2020 15:04 - Glaucea Vaccari


Juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, aceitou denúncia e Marcos André Vilalba Carvalho, 21 anos, virou réu pelo assassinato da estudante Carla Santana Magalhães, 25 anos.  

Carvalho era vizinho da vítima e confessou o crime. Ele vai responder por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além de ocultação de cadáver e vilipêndio a cadáver.

Vítima foi sequestrada na frente de casa no dia 30 de junho deste ano e encontrada morta três dias depois, em frente a uma mercearia, a 40 metros da residência onde morava, no Tiradentes.

No dia 13 de julho, Carvalho foi preso e confessou o crime, mas alegou que teve um apagão de memória e não se lembrava de detalhes.  

Em depoimento à Polícia Civil no dia, ele disse que estava bebendo e viu a vítima passando pela rua, sendo a próxima coisa que se lembra é de acordar, no dia seguinte, com a estudante no chão do quarto dele, já morte com vários cortes no pescoço.

O acusado disse ainda não se lembrar de ter retirado o corpo da residência.

Com a denúncia aceita pelo juiz, Carvalho passa a ser réu e aguardará o julgamento preso.

Primeira audiência será realizada no dia 8 de setembro, virtualmente, devido à pandemia do coronavírus.  

Nesta audiência serão ouvidas testemunhas de acusação. Testemunhas de defesa e o interrogatório do acusado serão agendadas posteriormente.

 
 

Denúncia

Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, Carvalho sequestrou Carla na frente da casa dela com um mata-leão e a levou para a edícula onde ele morava, na residência ao lado.

Lá, ele matou a vítima com diversos golpes de faca no pescoço e, depois, praticou sexo com a Carla já morta.

Crime teria sido motivado porque a vítima ignorou ele em data anterior, quando ele teria a cumprimentado e não recebido resposta.  

Após os crimes, ele colocou o corpo da vítima embaixo da cama, onde foi mantido até o dia 3 de julho, quando ele o carregou até a esquina e deixou na frente da mercearia onde foi encontrado.

 
 

Felpuda


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