MORTO PELO PCC

Julgamento de dois dias termina com penas de mais de 50 anos e réu sem defesa

Vítima foi morta em fevereiro de 2018 por ser de facção rival
14/02/2020 19:15 - Fábio Oruê


 

Julgamento do homicídio de John Hudson dos Santos Marques - o “John John” - em suposto tribunal do crime da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) durou dois dias (quarta e quinta-feira), no Fórum de Campo Grande e terminou com as sentenças somando de 51  anos de reclusão, além de um dos réus ficar sem defensor público durante os depoimentos.

Primeiro a ser ouvido pelo Júri, Gabriel Rondon da Silva foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão, mais 32 dias-multa por homicídio qualificado por motivo torpe, que dificultou a defesa da vítima, destruição de cadáver e organização criminosa. Leonardo Caio dos Santos Costa teve pena arbitrada em 19 anos, 8 meses e 20 dias-multa, pelos mesmos crimes, com exceção do qualitativo de dificuldade de defesa da vítima. 

Já Tiago Rodrigues de Souza e Elionai Oliveira Emiliano foram absolvidos do crime de homicídio, mas condenados por destruição de cadáver e organização criminosa, com pena de 6 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, além de 54 dias-multa.

Maycon Ferreira dos Santos mudou sua versão dos fatos e negou participado do caso, o que fez com que o seu defensor pedisse pelo desmembramento de seu processo, que será julgado em uma nova data. 

 
 

Outros dois envolvidos, Wellington Felipe dos Santos Silva e Mackson Ferreira, já tinham sido julgados em setembro de 2019. Wellington foi condenado a 17 anos e 10 meses de prisão e Mackson inocentado do crime. Todos eles são apontados pela polícia como integrantes do PCC, o que foi negado pelos mesmos. As penas de todos os envolvidos no crime já julgados chega a 69 anos. 

O julgamento começou às 13h de quarta-feira e terminou por volta de 21h de quinta-feira, quando foram publicadas as sentenças. Os jurados passaram a noite de um dia para o outro em um hotel reservado pelo tribunal e foram mantidos sem comunicação. A Polícia Militar e o Batalhão de Choque permaneceram no Fórum para reforçar a segurança do local, devido à periculosidade dos acusados.  

O CASO

Segundo a investigação apontou, Leonardo Caio dos Santos, Tiago Rodrigues de Souza, Wellington Felipe dos Santos Silva e Gabriel Rondon da Silva, armados, sequestraram John e o levaram até uma casa, cedida por Mackson Ferreira dos Santos em troca de drogas. Foi lá onde teria acontecido o julgamento do crime, por meio de videoconferência com os chefes da facção criminosa.

Então, John, que vendia drogas, foi levado até uma estrada vicinal e executado na mata. Gabriel Rondon, portando um revólver calibre .38, atirou na cabeça e nas costas da vítima antes dele ser decapitado por Leonardo Caio. Wellington filmou e fotografou a ação para enviar aos chefes da facção e confirmar a execução.

 
smaple image

Fique por dentro

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo, direto no seu e-mail.

Quero Receber

Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".