Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

CONTRABANDO EM MS

Megaoperação levará 15 dias para incinerar cigarros apreendidos no Estado

Foram necessárias 14 carretas para transportar o produto que estava em Mundo Novo até Foz do Iguaçu
29/07/2020 18:00 - Fábio Oruê


Megaoperação iniciada nesta quarta-feira (29) irá destruir 130,8 milhões de cigarros contrabandeados que foram apreendidos em Mato Grosso do Sul. Para queimar todo o montante de 138 toneladas do produto serão necessários aproximadamente 15 dias. 

A carga avaliada em R$ 32,7 milhões foi transportada em 14 carretas de Mundo Novo até a Receita Federal de Foz do Iguaçu (PR), que conta com equipamento específico para a destruição em grandes quantidades. 

O objetivo é liberar espaço físico nos depósitos da Receita em Mundo Novo, para a continuidade das ações de repressão ao contrabando. Somente no primeiro semestre deste ano, a Receita de Mundo Novo apreendeu R$ 108,97 milhões em mercadorias ilegais, sendo que cerca de 90% desse valor - R$ 91,9 milhões - foram em cigarros do crime. 

No mesmo período em 2019, as apreensões totais somaram R$ 60,48 milhões, sendo R$ 55,87 milhões em cigarros. 

 
Ao todo, 14 carretas transportaram a carga - Divulgação
 

“Esse aumento expressivo nas apreensões se dá com o crescimento da fiscalização e a maior interação entre órgãos de segurança e a Receita Federal, executando trabalhos de modo conjunto”, afirmou Rodrigo Lara, auditor fiscal e chefe da equipe de Vigilância e Repressão da Alfândega de Mundo Novo. 

Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, explica que o combate ao contrabando de cigarros tem um forte impacto social. “O consumo do cigarro do crime financia a violência urbana, colocando em risco a vida da população e a economia do país. Apenas com esta operação, cerca de R$ 32,7 milhões de reais deixam de financiar o crime organizado especialmente no tráfico de drogas e armas.” 

Esta é a terceira ação de destruição de cigarros contrabandeados realizada em 2020 com o apoio do FNCP. No primeiro semestre, foram realizadas operações no Rio de Janeiro e no Maranhão. 

Pensando em conscientizar a população e informar sobre a gravidade do problema, as 14 carretas usadas para transportar a carga ilegal até Foz do Iguaçu levaram, estampadas em suas laterais, mensagens sobre os impactos do contrabando no Brasil. Uma delas apontava a quantidade de armas que o crime organizado consegue comprar com o lucro do cigarro contrabandeado. 

“O consumidor não pode ser indutor do financiamento do crime organizado comprando o produto ilegal. É importante saber que, ao financiar o contrabando, ele perde em saúde, em educação e ainda colabora o crime organizado”, disse Vismona.  

 Em junho, o Correio do Estado mostrou como funciona esse mercado ilegal que movimenta milhões, corrompe policiais e financia o crime organizado

 
Operação contou com 14 carretas para transporte dos cigarros ilegais - Divulgação
 

CONTRABANDO NO ESTADO

Segundo levantamento do Ibope, 87% de todos os cigarros que circulam no Mato Grosso do Sul são contrabandeados. Apenas em 2019, o mercado ilegal de cigarros movimentou cerca de R$ 352 milhões no Estado. 

O levantamento também mostrou que das 10 marcas mais vendidas no Estado, quatro são contrabandeadas e juntas respondem por 84% do mercado. A campeã de vendas é a ilegal FOX que lidera com 69% de participação. Entre os municípios mais afetados pelo contrabando no Estado estão a capital sul-mato-grossense, Corumbá, Dourados, São Gabriel do Oeste, Coxim e Três Lagoas. 

Se todos os pontos de participação de mercado ilegal fossem convertidos em produto legal seriam gerados apenas em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a arrecadação de R$ 187 milhões e de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) proveniente do Fundo de Participação do Estado (FPE) cerca de R$ 18 milhões para os cofres estaduais para serem revertidos em saúde, segurança e educação, por exemplo. 

 
 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!