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ACIDENTE

Morte no Rio Miranda: homicídio culposo é tese da polícia

Assessor do governo de MS pilotava barco em alta velocidade, quando se chocou com outra embarcação, matando um dos ocupantes
03/05/2021 17:35 - Thais Libni


As investigações do acidente de embarcações ocorrido no sábado (01) apontam que o condutor da lancha, ex-assessor do governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Nivaldo Thiago Filho de Souza,  estava embriagado, quando colidiu com o barco do pescador Carlos Americo Duarte de 59 anos, ocasionando a morte deste.

O delegado titular da Delegacia de Polícia Civil, Pedro Henrique, informou que o caso pode ser um homicídio culposo - situação em que um sujeito tira a vida de outro sem intenção. A culpa é inconsciente e o assassinato ocorre por negligência, imprudência ou imperícia- e que as investigações poderão confirmar osdepoimentos de quem estava no local. 

Segundo depoimentos prestados a Policia Civil de Miranda o condutor se desfez das bebidas alcoólicas no Rio Miranda e fugiu do local sem prestar nenhum apoio a vítima.  

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Carlos estava acompanhado de seu filho Caê Duarte, representante comercial, de 33 anos, que desmaiou na hora do impacto e acordou com seu pai já sem vida.  

Após a colisão, Caê seu pai e o condutor do barco foram socorridos por outros pescadores, pois a embarcação estava prestes a afundar.

Pescadores que estavam no local, afirmam que Nivaldo estava em alta velocidade e que podia ter machucado muitas outras pessoas caso os barcos estivessem juntos como de costume. 

O suspeito do crime tentou fugir, mas  foi parado pela Policia Rodoviária Federal (PRF) no posto rodoviário e encaminhado para a Polícia Civil para fazer o depoimento.

Caê relata que Nivaldo chegou escoltado a delegacia. “O assassino chegou na Delegacia escoltado pela PRF como se fosse uma pessoa honesta. Parecia que o criminoso era eu, todos desconfiados”.

Depois de dar o depoimento à Polícia Civil, Duarte foi ao hospital e prestou depoimento a Marinha.

Ainda de acordo com informações a Marinha abriu um  inquérito para apurar o acidente entre a lancha e barco de pescadores que ocasionou na morte de Carlos Americo Duarte.  

Segundo informações da polícia civil, Nivaldo não tinha habilitação para pilotar a lancha. A tragédia causada por Nivaldo Thiago Filho de Souza, pode ser levada ao Tribunal Marítimo, órgão judicial da força armada.