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REPRESSÃO

Mulheres de criminosos passam a disputar liderança no PCC

Operações atacam núcleos da facção em Mato Grosso do Sul e outros estados
29/07/2020 10:30 - Thiago Gomes


De simples mensageiras de maridos presos vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), agora essas mulheres estão ocupando funções mais ativas na facção criminosa em todo o País, inclusive disputando lideranças na estrutura da organização.

Para atacar o avanço delas no mundo do crime, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), coordenou ontem a segunda fase da Operação Flashback, que prendeu até o início da noite 84 pessoas e apreendeu duas armas.

Conduzida pela Seopi, ministérios públicos estaduais, forças de segurança de Alagoas e pelos Grupos de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em vários estados, a ação foi realizada simultaneamente em 11 unidades federativas, inclusive em Mato Grosso do Sul, onde o PCC tem papel ativo, agindo de dentro dos presídios.

Originária dos presídios paulistas, a facção estendeu suas atividades para todo o País e agora está baseada em Mato Grosso do Sul, de onde partem ordens do chamado tribunal do crime (que pune com morte os que infringem as regras internas do grupo). 

Geralmente, os envolvidos mantêm contato via telefone com integrantes do alto escalão da facção, os quais dão as ordens e comandam o julgamento.

Nesta terça-feira, os trabalhos em Mato Grosso do Sul foram executados pelo Gaeco e tiveram como principal alvo o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste. Mandados também foram cumpridos em outras cinco unidades prisionais do Estado.

De acordo com as informações do Ministério da Justiça, forças integradas cumpriram 212 mandados de busca e apreensão e de prisão em 71 municípios, distribuídos em Alagoas, Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba, Sergipe, Piauí, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. 

 
 

Damas da noite

Ainda conforme o Ministério, nas investigações para a operação ficou constatado o protagonismo das mulheres ligadas à facção, com notado avanço na ocupação de cargos de chefia no organograma do grupo criminoso.

Também teria sido observado que o somente o chamado núcleo “Damas do Crime”, de Alagoas, é composto por 18 mulheres e apenas um homem. Somado aos demais núcleos da operação, foram 40 mulheres alvos de mandados de prisão e busca e apreensão. 

As investigações apontaram um crescimento na ocupação de cargos de chefia da facção por mulheres. Na fase 1 da Operação Flashback, apenas sete mulheres foram alvo de mandado judicial, o que agora corresponde a um aumento de 557% nesta segunda etapa.

NJORD

Em uma outra operação, a Njord, comandada pela Polícia Federal, as ações foram executadas em quatro estados – Alagoas, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Foram três meses de investigação em que foram realizadas duas prisões em flagrante de traficantes ligados ao Primeiro Comando da Capital em Mato Grosso do Sul, com apreensão de meia tonelada de drogas.

Além das prisões, também foi descoberto um esquema de aquisição de drogas e transporte da carga de Mato Grosso do Sul até Alagoas, bem como os traficantes responsáveis pelo recebimento e distribuição da droga nas “lojas”, como são chamados os pontos de venda de entorpecentes.

 

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!