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NO MONTE CARLO

Pastor manteve esposa em cárcere

Pastor cortava o cabelo, a roupa e agredia a mulher e a ameaçou com tesoura irá responder por tortura enquanto filmava e transmitia por rede social.
13/03/2020 14:16 - Daiany Albuquerque


O pastor Jesus Gorgs, 40 anos, está preso e deverá responder por tortura por manter a esposa, de 55 anos, trancada dentro do quarto do casal enquanto a ameaçava com uma tesoura. 

O homem teria cortado várias mechas do cabelo dela, a roupa e a agredido, tudo para que ela “confessasse” um caso extraconjugal que ele afirmava que a mulher mantinha. Os rompantes foram filmados e transmitidos por uma rede social.

De acordo com a delegada que investiga o caso, Maíra Pacheco Machado, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o caso era investigado como lesão corporal, entretanto, após o depoimento da vítima, que foi feito na madrugada desta sexta-feira (13), a delegacia decidiu mudar para tortura.

“Pelo fato de ele, a todo momento, querer que ela confessasse uma traição, que não existiu, apenas na cabeça dele, ele ameaçava ela com a tesoura e durante surtos ele cortava o cabelo dela, ou a roupa dela como uma reforma de punição, e filmava tudo isso e postava nas redes sociais”, declarou a delegada.

Além do cabelo, a vítima está com vários hematomas pelo corpo, principalmente no tórax e seios, além de pequenos cortes que ele fez com a tesoura.

 
 

Segundo o depoimento da vítima, o comportamento do marido mudou a partir de janeiro deste ano, quando ela foi submetida e alguns procedimentos estéticos. 

“A partir desse momento, ela conta que ele ficou extremamente ciumento e possessivo e começou a imputar a ela conduta leviana que não cometeu”, contou Machado.

“Essa situação ocorre por conta da cultura de que o homem é proprietário daquela vida e a partir do momento que ele percebeu que ela estava cuidando de si começou a imputar a ela coisas que não aconteceram”, completou.

Os dois estão juntos há cinco anos e há alguns anos o homem faz uso de medicamento contra a depressão, mas a vítima relatou que isso nunca havia sido um problema. 

Depois da mudança de comportamento, a mulher pediu para que um casal de amigos, que frequentava a mesma igreja, ajudassem a conter os rompantes do marido.

O casal de amigos dormia frequentemente na casa, e no dia do acontecido, quinta-feira, estranhou o fato dos dois não saírem do quarto. 

A delegada conta que quando eles perceberam o que acontecia, tentaram negociar com Gorgs, mas ele continuou com a porta e janela fechadas.

A polícia foi acionada depois que o pastor começou a postar vídeos das agressões nas redes sociais, com a esposa seminua. 

A mulher foi mantida presa das 8h até por volta das 15h, quando a polícia conseguiu entrar no quarto e imobilizar o homem.

Conforme a delegada que cuida do caso, durante as agressões, o pastor teria pego o celular da vítima, que possui aplicativo das câmeras de segurança da casa e mostrava para ela imagens do suposto amante. “Mas não tinha ninguém das imagens”, contou.

Depois que a polícia conseguiu conter o homem, a vítima foi levada para o hospital para passar por exames e agora está na casa de familiares. 

O autor será investigado pelos crimes de tortura, cárcere privado, ameaça, divulgação de pornografia e registro de imagem não autorizada.

Em seu depoimento, Gorgs negou todos os fatos. “Ele chegou a dizer que foi a própria vítima que postou as imagens nas redes sociais. 

Disse que ela vinha dando uma quantidade maior do remédio para depressão para ele, para que ela pudesse encontrar com esse amante. Mas não existe amante e nada disso foi provado”, relatou a delegada.

A prisão preventiva do pastor já foi decretada. Ele já tem uma passagem por porte ilegal de arma. 

Há também uma denúncia de estupro contra um adolescente em Manaus, mas o caso ainda é investigado.

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.