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#EXPOSEDCG

Pelo menos sete já procuraram a polícia para denunciar “exposição” no Twitter

No movimento nascido no dia 1º, vítimas “expõem” casos de abusos e agressões na Capital
03/06/2020 18:18 - Fábio Oruê


Desde o surgimento do movimento #ExposedCG, sete homens já procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência de calúnia por serem citados nos casos expostos no Twitter. Os registros foram feitos nas Delegacias de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro e do Centro de Policiamento Especializado (Cepol). 

A hashtag “ExposedCG” foi um dos assuntos mais comentados no Twitter, na segunda e terça-feira. A campanha, que ganhou força em outros estados brasileiros, foi criada para incentivar mulheres a exporem relatos de abuso sexual na rede social.

Os homens que procuraram a polícia tem idades entre 21 e 57 anos e negaram as acusações. Em um dos depoimentos, alguns dos comunicantes expressaram desejo de representar contra as pessoas que relataram os casos, mas na maioria das vezes não tinham a identidade real delas. Isto porque a ideia da iniciativa é não identificar as vítimas (mulheres e homens) nas publicações, só os suspeitos. 

Entre os alvos das acusações estão diversos profissionais da cidade, como dentista de uma clínica particular, fotógrafos, cantores e até professores. Em Campo Grande quem tomou a iniciativa foi Elizabeth Brum, que, em uma publicação em seu perfil no Twitter, disse: “já passou da hora de abusadores dessa cidade serem minimamente responsabilizados”. Ela começou uma “thread” - nome usado para a prática de postar vários tweets sobre o mesmo assunto, já que a rede social só permite publicações de 240 caracteres por vez – onde mostra relatos anônimos de mulheres que já foram vítimas de assédio na cidade.

 
 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...