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OPERAÇÃO EXPURGO

Operação da PF mira facção criminosa em Mato Grosso do Sul e cinco estados

Organização tinha estatuto e se comunicava por meio de aplicativos para organizar rotina
25/08/2020 08:01 - Adriel Mattos


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (25) operação em Mato Grosso do Sul e outros cinco estados contra uma facção criminosa baseada no estado do Rio de Janeiro.

Intitulada “Expurgo”, a ação cumpre 27 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2.ª Vara Criminal da Comarca de Bangu (RJ).

Segundo a GloboNews, três desses mandados estão sendo cumpridos em Mato Grosso do Sul.

Iniciadas em dezembro de 2018, as investigações apontaram que os líderes da organização tinham como objetivo expandir sua atuação pelo estado fluminense, se aproximando com outras facções.

Os agentes identificaram que os líderes, mesmo já presos, desempenhavam a “gestão criminosa” de dentro de presídios estaduais, de onde replicavam ordens, como os chamados “salves”.

Ainda conforme a PF, a organização criminosa é bastante organizada e estrutura. Há uma hierarquia regida por um “estatuto” e um “dicionário disciplinar”, que estabelecem condutas, protocolos e até punições para transgressões.

A cúpula da facção se comunicava através de aplicativos de mensagens, orientando a divisão de tarefas e definindo as atividades do dia, além de realizar debates para a tomada de decisão, assim como a difusão de diretrizes a serem adotadas pelos membros e o monitoramento das atividades das forças de segurança estaduais.

Além do crime de integrar organização criminosa, os presos serão autuados pelos crimes de tráfico de drogas e armas, sem prejuízo de outras condutas ilícitas eventualmente identificadas no decorrer das investigações.

O nome da operação faz referência ao movimento da Polícia Federal de desfazer a estrutura da organização criminosa, evitando a sua expansão e domínio no estado do Rio de Janeiro.

 
 

Felpuda


As eleições do segundo turno, encerradas no domingo (29), descortinaram panorama de como será a briga eleitoral em 2022.

Os partidos das chamadas extremas direita e esquerda, no cômputo geral, tiveram o repúdio das pessoas nas urnas, que contrariaram, nos dias das votações, o dito popular de que na briga entre o rochedo e o mar quem apanha são os mariscos. Desta feita, decidiram escolher ficar em águas mais tranquilas pelos próximos quatro anos, evitando extremistas.