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POLÍCIA

Violência na fronteira: polícia se divide entre motivações de chacina no Paraguai após flagrante em prisão-motel

Entenda onda de violência que impõe medo na fronteira de Ponta Porã com o Paraguai
16/10/2021 10:19 - FOLHAPRESS, Gabrielle Tavares


Uma semana depois do assassinato de três estudantes de medicina na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, Paraguai, policiais dos dois países se dividem nas linhas de investigação pela motivação que ocasionou a chacina.

Isso porque o flagrante de um narcotraficante que estava vivendo com a amante em uma cela de luxo na "prisão-motel" de Cabañas, em Pedro Juan, desencadeou uma série de novas suspeitas.

Faustino Ramón Aguayo Cabañas tinha direito a cama de casal, televisão, mesa de bilhar, ar-condicionado, internet e celulares. Após a inspeção, a penitenciária foi fechada pelo governo local.

A ministra da Justiça do Paraguai, Cecília Pérez deu uma coletiva de imprensa após o flagrante, onde afirmou que as "celas VIP" são frutos de corrupção e que a investigação criminal e fiscal continuam paralelamente.

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Agora, Faustino virou suspeito de ser o mandante da chacina por motivações passionais, mas os policiais paraguaios não descartaram a ligação do Primeiro Comando da Capital (PCC) com as mortes. 

Seis suspeitos de matar filha do governador de Amambay e outras três pessoas já foram presos. A primeira versão seria de que o atentado ocorreu por um "conflito interno" mantido por uma das vítimas, Osmar Vicente Álvarez Grance, conhecido como “Bebeto”. 

Em março deste ano, 16 membros do PCC foram presos em uma lavanderia, flagrados com armas e dinheiro em espécie, entre eles estava Weslley Neres dos Santos, conhecido como Bebezão, o chefe da facção na fronteira.

Bebezão já foi a julgamento e recebeu pena de 33 anos de prisão. Acontece que a lavanderia onde os criminosos estavam pertence ao Bebeto, morto na chacina neste mês. 

Outra ligação é com a amante encontrada na cela VIP de Faustino, Mirna Keldryn Romero Lesme, de 22 anos, que é próxima do prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo.

O político se manifestou em favor do narcotraficante e disse que ele não tem envolvimento com a chacina, afirmou também que os responsáveis são de facções criminosas de São Paulo, que estariam sendo acobertados por policiais corruptos.

O prefeito é irmão do governador de Amambay, Ronald Acevedo, e tio de uma das vítimas da chacina, Haylee Carolina Acevedo Yunis.