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ANTIGA RODOVIÁRIA

Polícia volta a fazer repressão na Cracolândia e comemora redução de roubos e furtos

Nesta edição, Polícia Militar estreou equipamentos de dispersão, que custaram R$ 1 milhão
06/02/2020 11:18 - CAMILA ANDRADE E EDUARDO MIRANDA


 

No dia em que os batalhões especiais da Polícia Militar de Mato Grosso Sul receberam equipamentos de dispersão de multidões, mais uma edição da Operação Laburu - ação para tentar suavizar o problema crônico do excesso de usuários de droga na antiga rodoviária de Campo Grande - foi realizada. Na mesma ocasião, policiais militares e civis comemoram redução de 17% do volume de furtos na região, e 40% na quantidade de assaltos. Os números totais, porém, não foram informados, somente os porcentuais. 

Mais uma vez, como nas outras ocasiões da ação, os moradores do edifício quase abandonado, que também é conhecida como a Cracolândia de Campo Grande, foram abordados por policiais miltares e também por policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar): dois deles foram presos. O restante, por tratarem-se de usuários de droga, continuará habitando a região. 

Na ação desta quinta-feira, policiais do Batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Choque, estrearam parte dos equipamentos que receberam e que serão utilizadas ao longo do ano. São 1,5 mil munições, sacos de dormir, 70 mochilas táticas, caneleiras, embalagens de spray de pimenta, 280 granadas e cinco lançadores de granada, entre outros objetos. O material custou R$ 1 milhão e foi comprado com verba do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

“É importante lembrar que a mancha criminal (volume de delitos) era muito maior antes do início das operações (já foram mais de 10)”, explicou o Coronel Ary Carlos Oliveira. “Começamos a combater este pequeno tráfico de drogas, mas quando combatemos ele, evitamos outros crimes, pois muitos dos pequenos traficantes praticam roubos e furtos para sustentar o próprio vício”, complementou.

ASSISTÊNCIA SOCIAL
Enquanto os policiais agiam na antiga rodoviária, assistentes sociais realizavam trabalho de triagem, assistentes sociais abordavam pessoas na região. “Quando eles querem ajuda, levamos para o Centro Pop (Centro Especializado para Pessoas em Situação de RuaCentro Pop)”, explicou uma das assistentes sociais, que preferiu não revelar sua identidade, por causa da natureza de seu trabalho. Ela ressalta que muitos destas pessoas, muitas viciadas em entorpecentes, não aceitam a ajuda oferecida.

PROJETOS
No fim do ano passado, o governo federal liberou R$ 15 milhões para obra de revitalização da antiga Rodoviária de Campo Grande. A obra deve ser licitada até março, conforme previsão da prefeitura. A intenção é tornar a área que pertence ao município (as antigas plataformas de embarque) em centros de serviço. A Polícia Civil também estuda levar a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário ao Local (Depac). 

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.