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OPERAÇÃO OMERTÀ

Policial federal envolvido em crime organizado recebe liberdade provisória

Preso desde setembro de 2019, Everaldo Monteiro obteve alvará de soltura concedido por juiz da 1ª Vara Criminal
05/02/2021 17:00 - Thais Libni


Acusado de participação em Organização Criminosa durante a Operação Omertá, o policial federal Everaldo Monteiro de Assis, obteve liberdade provisória por meio de pagamento da fiança de 10 salários mínimos. A decisão foi concedida pelo juiz da 1º Vara Criminal de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho.  

Conforme informou o Advogado de defesa do acusado, Adriano Magno, a fiança foi paga no na última quinta-feira (04), mas o policial ainda não foi liberado da 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande.  

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Acusado pelo Grupo de Apoio Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), de fazer parte da organização criminosa de Jamil Name, o policial federal, foi preso na primeira fase da Operação Omertá, em setembro de 2019.  

Durante as investigações realizadas pelos policiais civis do Grupo Armador de Repressão e Assaltos e Sequestros (Garras), dossiês levantados por Everaldo foram encontrados, apontando possíveis alvos da organização.  

Nos dossiês havia, inclusive, acesso aos sistemas de investigação da Polícia Federal que o agente utilizava para levantar a ficha das possíveis vítimas do grupo supostamente comandado por Jamil Name e o filho dele.  

Everaldo será monitorado por tornozeleira eletrônica durante 180 dias, não podendo passar mais de oito dias fora da comarca ou se mudar de residência sem avisar o juízo.  

O advogado informou que irão entrar com pedido para retirada de algumas dessas condições, e ainda informou que vão trabalhar pela absolvição do caso.  

"O ministério público e o Gaeco, se equivocou nas decisões e acusações contra Everaldo, esperamos o mais breve possível a absolvição dele, que com toda certeza vai acontecer". disse.  

Everaldo, que também é conhecido pelo apelido de “Jabá” é réu em pelo menos duas ações penais vinculadas à Operação Omertá. 

No suposto vínculo com a organização de Jamil Name é acusado, além de integrar a organização criminosa, também responde por violação de sigilo funcional.  

Em outra ação penal, também é envolvido na organização supostamente chefiada por Fahd Jamil e Flavio Correia Jamil Georges, e também teria participação no homicídio de Marcelo Costa Hernandes Colombo. 

“Usou de sua função e de seu cargo em benefício das maiores organizações criminosas em atuação em Mato Grosso do Sul”, afirmou o Gaeco, em uma das ações penais contra ele.

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