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OPERAÇÃO HIPÓCRATES

Quadrilha que lavou R$ 90 milhões atuava em MS, Maranhão e Bolívia é alvo da PF

Grupo usava envio de dinheiro para estudantes de medicina na Bolívia como fachada para disfarçar o esquema
17/06/2020 14:12 - Nyelder Rodrigues


 

Quatro anos de atuação e mais de R$ 90 milhões movimentados em esquema de lavagem de dinheiro. Essas são os vultuosos números da quadrilha desarticulada nesta quarta-feira (17) na Operação Hipócrates, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em Corumbá e em Imperatriz, cidade do interior do Maranhão.

Ao todo, 30 policiais participaram da ação que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e outros cinco de prisão. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, nem os valores que foram, por ordem judicial, bloqueados em contas bancárias.

Imóveis e outros bens registrados pelos envolvidos também foram sequestrados em decisão da 3ª Vara Federal de Campo Grande, que também suspendeu as atividades das empresas constituídas em nomes dos investigados e usadas no esquema de evasão de divisas.

Segundo a PF, o grupo realizava saques em agências bancárias de Corumbá e levava o dinheiro até Puerto Quijarro e Puerto Suarez, cidades vizinhas na Bolívia, onde depositavam o dinheiro em casas de câmbio. O envio de dinheiro para estudantes brasileiros de medicina na Bolívia era como fachada pelo grupo.

Um dos principais crimes que rendiam o dinheiro para 'abastecer' o esquema de lavagem era o tráfico de drogas, assim como também o peculato. Contudo, outros crimes que precisavam 'limpar' a origem do dinheiro também participavam o esquema.

Os investigados podem responder pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de capitais e organização criminosa, que possuem penas que chegam até a casa dos 20 anos de prisão. A Operação Hipócrates foi assim chamado em referência ao filósofo grego, pai da medicina - fazendo referência ao falso envio de recursos para estudantes na Bolívia.

 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!