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MUDANÇAS

Sem isolamento, assassinatos e mortes no trânsito aumentam

Após afrouxamento de medidas, acidentes aumentaram na Capital
18/04/2020 10:00 - Natalia Yahn


 

O período de isolamento social imposto em Mato Grosso do Sul, especialmente em Campo Grande, desde os primeiros casos de Covid-19 – confirmados no dia 14 de março – provocou queda dos acidentes de trânsito e também dos homicídios. Mas, desde o afrouxamento das medidas, ambos os índices voltaram a subir.

No intervalo entre 14 de março e 5 de abril, 22 dias no total, o Estado teve 27 homicídios, quatro deles na Capital. Mas desde a retomada parcial das atividades, com a reabertura do comércio a partir do dia 6 de abril até ontem, período de 11 dias, são 11 mortes violentas no Estado – uma por dia –, três delas na Capital.

Durante a mesma época do ano passado (de 6 a 17 de abril) foram dez homicídios em MS, um em Campo Grande. Enquanto entre 1° de janeiro e 17 de abril já foram 126 assassinatos no Estado – 28 na Capital –, em 2019 foram 121 – 17 deles na Capital.

As três mortes foram registradas entre a noite de quinta-feira (16) e a madrugada de sexta-feira (17). O funileiro Adimilson Estácio, 44 anos, estava desaparecido desde o dia 1° de abril, quando saiu para trabalhar em sua oficina no Bairro Pioneiros. Ele foi morto por dois funcionários que não tiveram os nomes divulgados, mas foram presos e confessaram o crime. O corpo de Adimilson foi encontrado enterrado próximo a um córrego.

Já na madrugada desta sexta-feira, dois traficantes foram mortos no Bairro Vespasiano Martins. Matheus Djouseff Carola Reis, 23 anos, e Samuel Francisco Souza Gonçalves, 22 anos, foram assassinados depois de discutirem na rua com David Richard de Arruda, que é tratado como suspeito do crime.

A análise do aumento da criminalidade é semelhante nos casos de acidentes de trânsito. Ou seja, com o afrouxamento das medidas de isolamento, os acidentes aumentaram, de acordo com dados do Batalhão da Polícia Militar de Trânsito (BPMtran). Entre os dias 13 e 17 de março, quando ações de distanciamento social ainda eram tímidas na cidade, foram registrados 148 acidentes de trânsito, média de quase 30 por dia. Já entre os dias 31 de março e 4 de abril, antes da reabertura do comércio, foram 62 acidentes, média de 12 por dia.

“A redução do fluxo de veículos na Capital impactou positivamente em uma redução de aproximadamente 80% na violência do trânsito. Apesar da diminuição de veículos circulando nas vias, o condutor deve respeitar as regras de trânsito, principalmente o limite de velocidade. Existindo um acidente, a possibilidade de ter letalidade é maior, haja vista que a morte no trânsito é ligada diretamente ao excesso de velocidade”, observa o tenente-coronel Franco Alan Amorim, comandante do BPMtran.

Desde o início do ano até esta sexta-feira foram 19 mortes no trânsito da Capital, das quais15 eram motociclistas. O caso mais recente ocorreu na sexta. A vítima foi Sinvaldo Lopes, 67 anos, que estava na garupa da moto conduzida pelo filho. Eles colidiram em outro veículo que saia da garagem e fechou a moto. O idoso caiu e foi atropelado pelo carro.  

CRIME

Outro caso de violência no trânsito resultou na prisão de três jovens, que foram flagrados fazendo racha com carros de luxo na BR-060 na noite de quinta-feira (16).

Testemunhas denunciaram o crime – quatro veículos disputavam corrida na rodovia, mas dois conseguiram fugir – e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e o Departamento de Trânsito (Detran-MS) conseguiram prender dois jovens de 22 anos e um terceiro, de 24 anos. Os automóveis foram apreendidos e levados ao pátio da PRF. Os motoristas receberam multa de R$ 2.934,70 pela infração de trânsito. 

* Colaborou Fábio Oruê

 
 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!