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OPERAÇÃO AVARUM

Servidor aposentado usou familiares para movimentar R$ 63 milhões

As investigações apontam que parte do dinheiro foi obtida por meio da prática ilegal de agiotagem com juros abusivos
18/08/2021 15:10 - Thais Libni


O policial militar aposentado, J.H.N., de 57 anos, que operava ocultando bens e branquiando ativos obtidos ilicitamente através de rede criminosa envolvendo empresas de fachadas e familiares para a Lavagem de Dinheiro de R$ 63 milhões foi autuado nesta quarta-feira (18) pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) durante a operação "Avarum".

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas residências e empresas ligadas ao investigado. 

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As investigações tiveram início após a notícia de que um policial militar da reserva remunerada teria apresentado movimentação financeira incompatível com sua capacidade financeira presumida, com indícios de prática ilegal de agiotagem com juros abusivos.

Segundo apurado, o funcionário público aposentado utilizou do seu núcleo familiar, para ocultar e dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de valores claramente incompatíveis com sua renda declarada. 

Dentre as irregularidades, foi constatado pela investigação que nove pessoas físicas e cinco jurídicas, relacionadas ao investigado, acabaram movimentando juntas, no período de 01/01/2000 a 31/12/2013, um montante que ultrapassa R$ 63 milhões.

A investigação também constatou que embora a renda mensal do aposentado seja R$ 2.800,00, em um unico ano, J.H.N movimentou cerca de R$ 2.270.000,00, em diversas contas bancárias, dentre elas, contas conjuntas com seus irmãos, apresentando o principal investigado 16 contas bancárias vinculadas a seu CPF.

Durante o cumprimento das medidas cautelares, foram apreendidos aparelhos de telefonia celular, computadores, notebooks, HDs, pen drives, documentos diversos e ainda nove veículos avaliados em quase R$ 1 milhão, além de duas armas de fogo.

Além disso, foi solicitada a indisponibilidade de bens móveis, imóveis, bem como o bloqueio de contas bancárias de sete pessoas e duas empresas, todos deferidos e ordenados judicialmente pelo juízo da 4ª Vara Criminal, devidamente efetivados na presente data. Os veículos constantes em nome dos investigados foram bloqueados junto ao DETRAN.

O termo "AVARUM" que batizou a operação do DRACCO remete exatamente ao cenário de lucro exagerado, da ganância e lucro indevido. O cumprimento das medidas cautelares contou com o apoio de equipe do Grupo de Operações e Investigações, que também faz parte da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Caso os evolvidos no esquema sejam condenados, as penas podem variar de 06 a 18 anos de reclusão.

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