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CORRUPÇÃO PASSIVA

Tenente-coronel da Máfia dos Cigarros é condenado a mais quatro anos

Oficial ostentava vida luxuosa incompatível com a renda dele; ele recebia propina para facilitar contrabando
22/05/2020 20:13 - Glaucea Vaccari


Tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa, um dos principais articuladores da Máfia do Cigarro, foi condenado a mais 4 anos, nove meses e 18 dias de prisão em regime semiaberto, acusado de corrupção passiva, além de expulsão da Polícia Militar . Decisão é da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, em recurso do Ministério Público contra decisão que havia absolvido o policial desta acusação.  

Barbosa é ex-comandante da Polícia Militar no município de Jardim e foi preso em 2018 acusado de envolvimento com a Máfia do Cigarro, desarticulada durante a Operação Oiketicus, que teve outros 28 militares presos.  

Conforme denúncia do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o tenente-coronel tinha padrão de vida incompatível com a renda e ostentava vida de luxo. Ainda segundo a ação, ele chegou a receber R$ 200 mil indevidos entre 2015 e 2016, quando era lotado no Tribunal de Contas do Estado (TCE).  

No ano passado, Barbosa foi absolvido por na Auditoria Militar por falta de provas. Manifestação do Ministério Público Estadual, no entanto, foi acolhida pela 3ª Câmara Criminal do TJMS e o ex-policial foi condenado por corrupção passiva com continuidade delitiva, pois teria agido entre 2016 e 2018. Ele já foi condenado em outras ações e penas ultrapassam 20 anos.

Máfia dos Cigarreiros é como é chamadaorganização criminosa especializada em contrabando de cigarro. Entre o grupo, havia policiais civis, militares e rodoviários federais que facilitavam o contrabando na rota de fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, mediante recebimento de propina.

 
 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!