Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

APREENSÕES RECORDES

Tráfico de drogas dobra na fronteira do Paraguai com MS durante a pandemia

Fronteiras fechadas não tem impedido criminosos, que intensificaram fluxo de tráfico de drogas
25/05/2020 16:16 - Glaucea Vaccari


Durante a pandemia do coronavírus, em que a principal orientação é o isolamento social, o efeito foi o contrário no fluxo do tráfico de drogas, que aumentou na fronteira com Mato Grosso do Sul. Levantamento do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF) mostra que houve  aumento expressivo na apreensão de maconha e cigarros no Estado, por onde entram boa parte dos produtos ilícitos no País.  

Na última quarta-feira (20), ação integrada da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de 28 toneladas de maconha, a maior apreensão da droga já feita no Brasil. Carga, avaliada em R$ 30 milhões, saiu do Paraguai, entrou no País por Ponta Porã e seria levada para o interior de São Paulo.

Conforme dados da Polícia Federal de Campo Grande, neste ano, média de apreensão de drogas é de 13 toneladas por mês, mais que o dobro da média do ano passado, que foi de seis toneladas mensais. No total, foram retidas 63,4 toneladas de maconha em 2020, enquanto nos doze meses de 2019 foram 79,8 toneladas.

Para o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cleo Mazzotti, as estatísticas demonstram que as quadrilhas de cigarro e maconha intensificaram a tentativa de ingresso no País durante a quarentena.

“As organizações criminosas apostam na redução da atuação policial por conta da pandemia e aumentaram o fluxo, porém nós continuamos atuando. Hoje há uma integração muito grande entre as forças policiais, em várias esferas, principalmente em Mato Grosso do Sul e no Paraná”, afirmou.

Por conta do coronavírus, as fronteiras estão fechadas, mas é permitida a passagem de veículos de carga, que são usadas no transporte de grande quantidade de ilícitos.  

Presidente do Idesf, Luciano Barrros, acredita que o aumento no tráfico está relacionado ao período de cultivo da maconha.  

“Este é o momento pós colheita no Paraguai, gerando maior pressão para a distribuição da maconha. O aumento de apreensão também indica mais atenção e eficiência dos órgãos de segurança na vigilância fronteiriça”, explicou.

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.