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VÁCUO

‘Pazuello me deixou sem respostas’, diz Simone sobre cronograma de vacinas

A parlamentar questionou o ministro sobre quando ele esperava imunizar pessoas acima de 60 anos e com comorbidades, mas ele não respondeu
05/03/2021 13:24 - Flávio Veras


A senadora Simone Tebet (MDB), afirmou, em visita ao Correio do Estado, que ao sabatinar o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, ele não soube responder uma pergunta, na qual ela classificou como simples sobre o Plano Nacional de Imunização (PNI) contra o novo coronavírus (Covid-19).

“Perguntei a ele simplesmente quando teríamos todas as pessoas com idades acima de 60 anos e com comorbidades imunizadas, mas ele não soube me responder. Esse fato me assustou muito”, revelou.  

A pergunta foi feita durante a sabatina realizada pelo Congresso Nacional que teve o objetivo de questionar ações do ministério no combate à crise sanitária, bem como o cronograma de vacinação.  

Para a senadora, o que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seu governo precisa entender é que, a tão sonhada abertura total e retomada da economia, poderia acontecer apenas após a imunização dos chamados grupos prioritários.

“Essa parcela da população estando vacinada, poderemos voltar, com restrições é claro, a um certo nível de normalidade. Esse grupo são os mais vulneráveis e são responsáveis pelo aumento ou não da taxa de ocupação nos hospitais, ou seja, eles estando imunizados podemos reabrir até baladas, pois poderá sobrar leitos e, caso alguém seja atingido pela forma mais grave da doença, terá o tratamento necessário para evitarmos a morte dele”, explicou.

Cenário pandêmico

Para a senadora, o cenário pandêmico no Brasil é muito grave, pois ele está na contramão de diversos países do mundo onde a curva de contágio e mortes estão caindo. “Nós perdemos o controle da crise sanitária, pois o mundo tem hoje outra realidade, por conta da vacinação e de políticas corretas de combate ao coronavírus. O Brasil é o único país do mundo onde o sistema de saúde está colapsando, mas não temos nenhum planejamento e nenhuma coordenação por parte dos maiores dirigente, com isso a pandemia está fora de controle", analisou. 

Sobre a demora em firmar contratos para a compra de vacinas por parte do governo federal, a senadora afirmou que o Congresso Nacional tentou dar sua contribuição, seja na questão de saúde, liberando recursos da União para socorrer Estados e municípios, aprovação do auxílio e financiamento para empresas. No entanto, o governo e atrazou nessa negociação e hoje configura em último da fila dos laboratórios. 

"Com todas essas frentes nós esperávamos que em 2021 estaríamos com a pandemia mais controlada, pois nós temos o Sistema Único de Saúde (SUS), no qual todo mundo malhava, mas se mostrou extremamente importante nesse cenário atual. Ele tem capacidade de imunizar pelo menos 4 milhões de pessoas por dia, ou seja, isso só não ocorre porque não temos imunizante o suficiente. Esse percentual de 4 milhões de imunizados, levamos um mês para chegar, concluiu.