Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

BRASÍLIA

“Estão abusando”, diz Bolsonaro sobre ação do STF

Presidente criticou ação da Polícia Federal por ordem do STF contra parlamentares da base aliada
17/06/2020 09:29 - Da Redação


O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (17) que considera ter havido “abusos” por parte Supremo Tribunal Federal (STF) para quebrar o sigilo bancário de dez deputados e um senador aliado ao seu governo. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a declaração foi feita durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada

Ontem, terça-feira (16), o STF autorizou a quebra de sigilo dos 11 parlamentares no âmbito do inquérito das fake news. Alguns deles, como o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), foram alvos de ação da Polícia Federal (PF), autorizada pela corte.

Bolsonaro afirmou que está “fazendo o que deve ser feito” e “não será o primeiro a chutar o pau da barraca”. Em seguida, acrescentou que em breve tudo será colocado “no seu devido lugar”.

“Tem gente que nasceu 40 anos depois do que eu vivi e quer dizer como eu devo governar o Brasil. Estou fazendo exatamente o que tem que ser feito. Eu não vou ser o primeiro a chutar o pau da barraca. Eles estão abusando, isso está a olhos vistos. O ocorrido no dia de ontem, quebrar sigilo de parlamentar, não tem história vista numa democracia por mais frágil que seja. Está chegando a hora de colocar tudo em seu devido lugar”, disse, na saída do Palácio da Alvorada.

O presidente afirmou ainda que deve haver um consenso sobre o que é democracia. “Não devo nada a ninguém do que estou fazendo. Está chegando a hora de acertarmos o Brasil no rumo da prosperidade e todos entenderem o que é democracia. Democracia não é o que eu quero, nem você, nem o que um poder quer, o que outro poder quer. Está chegando a hora, fique tranquila”, declarou.

A declaração de “não será o primeiro a chutar o pau da barraca” foi a resposta a uma apoiadora que pediu uma reação às investigações no STF que apuram o financiamento de atos antidemocráticos e ataques a ministros da Corte. “Três amigos nossos foram presos ontem sem fazer nada, não temos um estilingue para se defender. Não pedimos intervenção”, disse a mulher ao presidente.

Em resposta, Bolsonaro disse que o “estilingue” é uma ação, mas não pensamentos e palavras. “Terrorismo não é o que alguns estão achando por aí. Terrorismo é meter carro-bomba em guarita do Exército”, disse.

Sem citar diretamente a quem se referia, o presidente tem manifestado nos últimos dias sua insatisfação com atos dos outros poderes por entender que estão tentando fragilizá-lo. Para ele, decisões do STF e ações do Congresso Nacional invadem competência do Executivo. Ele chegou a afirmar, há algumas semanas, que poderia não cumprir ordens judiciais.

 
 

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido