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Lula quer esforço de ministros até o fim do ano

Lula quer esforço de ministros até o fim do ano

Redação

04/08/2010 - 08h20
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Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem esforço e dedicação dos ministros nos últimos cinco meses de governo. Ele determinou à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que realize reuniões bilaterais e setoriais para acompanhar as ações do governo. “O presidente quer que os ministros se dediquem integralmente às ações de governo. Todo mundo tem contrato até 31 de dezembro. O presidente não quer que nenhuma tentação possa mudar o foco dos ministros”, afirmou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Além de Padilha e Erenice Guerra, participaram da reunião os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo: da Defesa, Nelson Jobim e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, além do vice-presidente, José Alencar.
Segundo Padilha, o presidente está muito feliz com a popularidade do governo, mas disse que não é momento de comemorar e sim de trabalhar. “Quando o time ganha ele (Lula)não quer que os jogadores passem a noite comemorando. Quer que no dia seguinte eles se reúnam e voltem a treinar para pensar na próxima partida”, disse Padilha.
O ministro fez questão de separar a avaliação do governo com a da campanha eleitoral da candidata à Presidência, Dilma Rousseff. Na tentativa de distanciar as discussões dos dois temas, Padilha disse que neste último final de semana, o presidente Lula comemorou o resultado da pesquisa de intenção de voto, feita pelo Ibope, que mostrou a candidata do governo, Dilma Rousseff, cinco pontos à frente do candidato do PSDB, José Serra. Mesmo assim, segundo Padilha, o presidente reforçou a necessidade de se manter a humildade, lembrando que pesquisa é o foco do momento e que a disputa será acirrada.
Lula recomendou também, segundo o ministro, não baixar o nível da campanha e não chegar ao nível de agressão e ataques que setores da oposição tentaram e não foi bem recebido pelas pesquisas.
Com relação ao esforço concentrado do Congresso Nacional para este início de agosto, o governo, segundo Padilha, espera que sejam aprovadas, na Câmara, quatro medidas provisórias ligadas às Olimpíadas e à capitalização do BNDES. No Senado a expectativa é de aprovação da proposta de criação da Secretaria de Saúde Indígena.
Sobre a viagem do presidente para a Argentina, para participar da reunião da Cúpula do Mercosul, Padilha disse que o Brasil vai assumir a presidência do grupo. Segundo o ministro, o presidente está feliz com o posto e quer aumentar a capacidade de diálogo com os países vizinhos.

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