Antonio Viegas, de Dourados
O Ministério Público Estadual (MPE) vai recorrer da decisão do juiz Carlos Alberto Resende Gonçalves, da 4ª Vara Cível de Dourados, de não atender ao pedido de afastamento do prefeito Ari Artuzi (PDT) e dos vereadores apontados como envolvidos na Operação Uragano da Polícia Federal. O pedido, em caráter de cautelar, seria uma preparatória para ação de improbidade administrativa contra o mesmo grupo, o que facilitaria, a partir daí, o pedido de cassação dos envolvidos.
O promotor Amilcar Araújo Carneiro Júnior disse que os termos desse recurso, que será ingressado no Tribunal de Justiça, em Campo Grande, ainda estão sendo discutidos. Mesmo com a possibilidade de o recurso não ser acolhido, a intenção do Ministério Público é insistir na tese de que houve improbidade. Na decisão do juiz Carlos Rezende, ele destaca que o prefeito e o vereador não se submetem à Lei de Improbidade.
Segredo de Justiça
Por outro lado, o Ministério Público pediu também a quebra de segredo de Justiça para o processo relacionado à Operação Uragano. O objetivo é divulgar a participação de cada envolvido. O Correio do Estado apurou que ainda hoje esse pedido será analisado. Para o MPE, se trata de um processo que a população deve acompanhar porque os envolvidos, na maioria, são agentes públicos e, se houve crimes, foi contra os cofres públicos, o cidadão foi lesado.
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