Quatro observadoras internacionais, vindas de El Salvador, acompanharam ontem o processo eleitoral em Campo Grande, considerando o sistema de votação brasileiro dotado de muita tecnologia, prático para o eleitor e com confiabilidade reconhecida pelos partidos políticos.
“Estamos na segunda etapa de reforma eleitoral em El Salvador e lá as eleições ainda são realizadas no sistema de cédulas de papel. Esperamos recomendar esse sistema para nosso país”, disse uma das observadoras, Silvia Aguilar. Em todo o Brasil, cerca de 50 estrangeiros de 36 países conheceram o sistema utilizado durante as eleições 2010 do Brasil.
A comitiva salvadorenha em Mato Grosso do Sul – formada ainda pelas observadoras Yanira Lizeth Cruz de Sanches, Delmy Valencia e Ana Marlene Chavez – esteve ontem pela manhã no Fórum Eleitoral, onde conferiu como acontece o processo de votação paralela; durante a tarde, conheceu a estrutura disponível para o voto em trânsito e para os eleitores que são deficientes visuais e ainda acompanhou a chegada das primeiras urnas para apuração e a totalização de votos no Tribunal Regional Eleitoral, após às 17h. “O sistema permite que o processo eleitoral seja muito democrático e está em constante aperfeiçoamento”, comentou a observadora Delmy Valencia. O grupo estrangeiro deve permanecer na capital sul-mato-grossense até hoje.
El Salvador
Situado na América Central e com área territorial de 21.500 quilômetros quadrados, El Salvador tem 4,2 milhões de eleitores e atualmente é governado pelo presidente Maurício Funes e tem como primeira-dama Vanda Pignato, uma brasileira. O próximo pleito do país, municipal, será em 2012 e em 2014 o país elegerá seu próximo presidente. Cada pleito costuma mobilizar pelo menos 200 mil pessoas nos trabalhos de votação e apuração dos votos, conforme informações repassadas pelas observadoras internacionais.
No Brasil, que possui extensão territorial de 8.511.965 quilômetros quadrados, 135,8 milhões de eleitores foram às urnas ontem. O pleito teve ao todo 2.1 milhões de pessoas trabalhando como mesários, conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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