Política

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Votação paralela indica segurança de urnas

Votação paralela indica segurança de urnas

Redação

04/10/2010 - 03h01
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Pela quinta eleição consecutiva, Mato Grosso do Sul realizou ontem a votação paralela, que neste ano aconteceu em duas urnas, pertencentes à seção 78 da Zona Eleitoral nº 54 de Campo Grande e à seção 31 da Zona Eleitoral 16 de Maracaju. Ao todo, mil votos foram computados durante o processo de votação, que aconteceu durante o mesmo período da votação oficial, realizado das 8h às 17h, no Fórum Eleitoral, situado no Parque dos Poderes. O trabalho, que mobilizou 50 servidores do Tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Eleitoral, também foi acompanhado por representantes de uma empresa de auditoria de Brasília, da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e por observadores internacionais.
O objetivo da votação paralela é demonstrar a confiabilidade do sistema, eliminando as suspeitas de manipulação do equipamento, além de mostrar para a população que o programa inserido nas urnas eletrônicas faz a soma de votos corretamente. Para isso, na semana anterior à votação a Justiça Eleitoral distribui cédulas a serem preenchidas por fiscais de partido, que posteriormente são depositadas em urnas de urna e lacradas.
Na sequência, acontece o sorteio das urnas eletrônicas que serão utilizadas para o trabalho, sendo necessariamente uma para a Capital e outra para o interior do Estado. No dia da votação, um conferente retira a cédula da urna de lona e a repassa para um digitador, que então lança os dados no sistema. Depois a cédula é impressa e repassada para votação nas urnas eletrônicas selecionadas.
“Funciona como se fosse uma sessão eleitoral, onde tudo é filmado e gravado. Ao final da votação, o resultado que está no computador tem que bater com o das urnas”, explicou o presidente da comissão de auditoria do TRE/MS, William Gustavo Ouríves Maciel.
Para a votação paralela deste ano, 250 cédulas foram preenchidas por fiscais de partido e as demais por acadêmicos de duas universidades da Capital. Segundo William Maciel, apenas uma coligação compareceu para participar e para não haver direcionamento da votação, optou-se por distribuir as outras cédulas entre estágiários do TRE. Embora a votação paralela possa ser acompanhada pelo público, até o meio-dia de ontem nenhum fiscal de partido havia comparecido ao Fórum Eleitoral. Também até esse horário, haviam sido computados 164 votos.
Desde que a votação paralela foi implantada no País, durante as eleições de 2002, somente em um dos pleitos de Mato Grosso do Sul foi registrada divergência de dados, a qual foi devidamente documentada e justificada. As gravações e informações do processo permanecem armazenados no TRE por 60 dias. (DA)

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