Política

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Ibrape atribui virada de Serra em MS a fraco desempenho de proporcionais

Ibrape atribui virada de Serra em MS a fraco desempenho de proporcionais

Redação

05/10/2010 - 01h00
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Baixo desempenho dos candidatos a deputado estadual e federal da chapa encabeçada pelo PT, além da surpreendente votação de Marina Silva (PV) resultaram na virada de José Serra (PSDB) nas eleições em Mato Grosso do Sul. Pesquisas do Ibrape (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino) para o Correio do Estado previam a vitória de Dilma Rousseff (PT) no Estado, porém o tucano se deu melhor nas urnas com 42,35% contra 39,86% da petista.

“O fraco desempenho dos candidatos da chapa proporcional puxou a Dilma para baixo”, justificou o diretor-presidente do Ibrape, Paulo Catanante. “Mesmo somando o resultado de todos os candidatos a deputado estadual e federal, eles não alcançaram nem 50% da votação dos representantes da chapa majoritária do PT”, acrescentou. José Orcírio dos Santos (PT), por exemplo, saiu das urnas com o apoio de 42,5% dos eleitores, contudo, sua coligação elegeu apenas sete deputados estaduais e dois federais.

Para Catanante, por serem muitos e com representatividade em todas as regiões, os candidatos da chapa proporcional têm poder de influência entre os eleitores. “Por isso, o fraco desempenho deles prejudicou a Dilma”, reiterou.
Além disso, ele não contava com o bom desempenho da candidata do PV na corrida presidencial. “Todas as pesquisas erraram. Nenhuma previa mais que 12% de votos em favor da Marina”, disse. Em Mato Grosso do Sul, ela recebeu o apoio de 16,88% dos eleitores e no País, de 19,33%.
Segundo a última pesquisa do Ibrape para o Correio do Estado, realizada de 17 a 19 de setembro, Dilma venceria a eleição com 48% das intenções de voto contra 30% de Serra. Marina aparecia com 10% da preferência do eleitor.

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