O vice-prefeito de Dourados Carlinhos Cantor (PR) e o vereador Cláudio Marcelo Hall (Marcelão) se recusaram a assinar a notificação feita pela Câmara Municipal de que ambos foram afastados dos cargos por 90 dias pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), por causa das denúncias de corrupção decorrentes das investigações da Operação Uragano da Polícia Federal.
A notificação foi levada, no final da tarde de anteontem, pelo assessor jurídico do Legislativo Municipal, Valdeci Ferreira, até a Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa (Phac) onde Carlinhos e Marcelão estão presos desde o dia 1º de setembro, data em que a PF deflagrou a Operação Uragano.
Carlinhos Cantor argumentou que não assinaria a notificação por entender que existiu irregularidade na decisão. Ele acredita que deveria ter sido notificado para assumir o comando da prefeitura quando Artuzi foi afastado temporariamente, antes de o juiz Eduardo Machado Rocha, diretor do Fórum, ser convocado pelo TJ-MS para assumir o cargo.
Cantor entende que, na época, ele não estava afastado pelo Tribunal e, mesmo preso, tinha o direito de assumir o lugar de Artuzi. Sobre o afastamento determinado pelo TJ-MS, o vice-prefeito pretende recorrer da decisão. O vereador Marcelo Hall também não assinou a notificação porque pretende recorrer da decisão.
Já os vereadores Sidlei Alves (DEM) e Humberto Teixeira Júnior (PDT) e o suplente de vereador Edivaldo Moreira (PDT), também presos na mesma penitenciária, assinaram o documento, ficando oficialmente notificados do afastamento. Os suplentes deles e de Marcelão tomaram posse nos cargos anteontem. (FD)
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Carlinhos Cantor e Marcelão se recusam a assinar notificação
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