A votação em mulheres é ainda mais inexpressiva, entre os candidatos com votos irrisórios. Em Mato Grosso do Sul, apenas duas mulheres foram eleitas deputada estadual: Mara Caseiro (PTdoB), ex-prefeita de Eldorado, e Dione Hashioka (PSDB), mulher do ex-prefeito de Nova Andradina, Roberto Hashioka (PSDB).
Na Câmara Federal, nenhuma representante do Estado teve votação suficiente. Entre as representantes do sexo feminino, a que chegou mais próxima foi Iara Costa (PMN), 8.946 votos, 0,70% da preferência dos eleitores. A segunda colocada entre as mulheres foi Juliana Zorzo (PSC), com 6.559. Apesar de terem a melhor votação da “ala feminina”, as duas não se elegeriam nem mesmo à Assembleia Legislativa.
O Mato Grosso do Sul não é excessão na pouca expressividade feminina do Legislativo. Segundo dados do Congresso em Foco, no Congresso, a bancada feminina permanece inalterada. Assim como entre 2006 e 2010, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal terão, a partir de 2011, 56 mulheres atuando. Serão apenas 12 senadoras e 43 deputadas.
A obrigatoriedade dos partidos e coligações apresentarem 30% de candidatos de outro sexo (no máximo 70% de um mesmo gênero) resultou em um número 40% maior de candidatas nas eleições deste ano. Mas nem isso aumentou a representatividade do sexo feminino.
Em todo o Brasil, o envolvimento das mulheres com a política tende a refletir uma tradição familiar e não exatamente uma vocação pessoal. Algumas das parlamentares que representam ou representarão o Estado, seguiram a “herança genética”, como a vereadora Grazielle Machado (PR), filha do deputado estadual Londres Machado, a deputada estadual Celina Jallad (PMDB), filha do ex-governador Wilson Barbosa Martins e a suplente do senador eleito Waldemir Moka, Antonieta Trad, primeira-dama de Campo Grande. (FB)
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