Política

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Vereadores denunciados podem ser cassados

Vereadores denunciados podem ser cassados

Redação

20/10/2010 - 01h40
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Os nove vereadores que estão afastados dos cargos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) por causa da Operação Uragano da Polícia Federal poderão enfrentar comissões processantes e serem cassados pela Câmara Municipal. As articulações políticas neste sentido já estão em andamento no poder legislativo.
A informação foi confirmada ontem pelo vereador Elias Ishy (PT) que preside uma das comissões processantes contra o prefeito afastado Ari Artuzi. Segundo Ishy, pelo Regimento Interno da Câmara, apenas a mesa diretora ou partidos políticos com representatividade no legislativo municipal podem pedir a abertura de processos de cassação dos mandatos de vereadores.
“Já existem muitas conversas neste sentido. Além de setores da classe política, a própria sociedade também cobra uma tomada de posição em relação aos vereadores que foram afastados. Acredito que até a próxima sessão ordinária (na terça-feira, dia 26) nós tenhamos novidades”, afirmou o vereador.
Ishy é um dos dez suplentes que hoje estão atuando no legislativo. Ele assumiu a vaga de José Carlos Cimatti (PSB), um dos afastados pela justiça. Entre os suplentes que assumiram cargo temporariamente, o único que não substitui um vereador afastado pelo TJ-MS é Laudir Munaretto (PMDB). Ele ocupa a vaga da colega de partido Délia Razuk, que é a prefeita interina de Dourados.
Caso os vereadores afastados sejam denunciados no legislativo, terão de ser abertas comissões processantes para julgá-los individualmente. Com isso, a Câmara que já tem três processantes em andamento, poderá ver o número subir para 12. Suplente não pode atuar na investigação nem votar em processo envolvendo o vereador que está substituindo. (FD)

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