Política

POLÍCIA FEDERAL

Erenice diz que desconhecia ações do filho

Erenice diz que desconhecia ações do filho

Redação

25/10/2010 - 16h16
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O advogado de Erenice Guerra, Mário  Oliveira Filho, disse que no depoimento que ela deu nesta segunda-feira (25) à Polícia Federal, a ex-ministra da Casa Civil afirmou que não sabia das atividades do filho Israel Guerra. Erenice negou envolvimento no suposto esquema de tráfico de influência na Casa Civil.

Segundo o advogado, durante as quatro horas de depoimento, a ex-ministra abriu mão do direito de permanecer em silêncio e respondeu a todas as perguntas, inclusive as feitas sobre o filho dela Israel Guerra.

De acordo com ele, no depoimento Erenice disse que desconhecia as atividades da Capital (empresa usada por Israel para supostamente intermediar negócios de empresas com o governo) e que, durante um almoço de família, Israel teria dito a ela que estava pensando em abrir uma empresa para prestar consultoria a outras empresas.

Segundo o advogado, Erenice disse que Israel pretendia ter como sócio Vinicius Castro, ex-assessor da ex-ministra, primeiro a deixar a Casa Civil após as notícias sobre o suposto tráfico de influência na Casa Civil.

Durante o almoço de família, a ex-ministra teria dito ao filho que, caso Vinicius entrasse como sócio na empresa, o então assessor da ministra teria que se demitir do cargo que ocupava na Casa Civil.

Depois disso, a ex-ministra disse que não teve mais informações sobre abertura ou atividade da empresa. "Se ela soubesse antes, com certeza teria demitido [Vinicius Castro] sumariamente", disse o advogado Mário Oliveira Filho. “Ela disse que jamais deu autorização alguma para que qualquer contato ou negócio ou reunião fosse feita em nome dela ou a pedido dela", afirmou.

O advogado disse ainda que a polícia não tem nenhum indício que justifique o indiciamento dela. "O depoimento foi longo e acho que é suficiente o que ela respondeu, mas vamos ver. Algumas provas ainda serão colhidas."
 

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