As eleições para o segundo turno entre Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB) aconteceram debaixo de chuva. O céu acinzentado já anunciava que o dia seria chuvoso. Entretanto, não houve grandes transtornos para os eleitores, embora alguns tenham sido pegos de surpresa quando a queda d’água apertou por volta das 10h. Mesários de três grandes colégios eleitorais do Centro da Capital, o Colégio Dom Bosco, a Escola Estadual Joaquim Murtinho e a Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, afirmaram que o movimento ainda era pequeno e atribuíram à chuva o fato de que nem metade dos eleitores havia votado pela manhã.
"Quando vimos o tempo, imaginamos que a chuva poderia vir, mais cedo ou mais tarde. Viemos preparados", afirma o empresário Celso Nakashima, que, acompanhado da esposa, Sandra Nakashima, explicou que a chuva fez com que esperassem um pouco mais para votar. "Não queríamos sair na hora em que estava mais forte", aponta. Segundo eles, a votação foi tranquila e rápida. "Em poucos segundos já havíamos escolhido nosso candidato".
Entretanto, para quem teve de ir a pé ou utilizar o transporte público para chegar às zonas eleitorais reclamou da mudança no tempo. "Quando vi que estava chovendo, fiquei um pouco desanimado. Mas, para evitar filas e complicações maiores, optei por sair logo e enfrentar a chuva", descreve o estudante universitário Paulo Nóbrega, que teve de pegar ônibus para chegar a sua zona eleitoral, pois se mudou recentemente.
As únicas reclamações sobre a chuva vieram de eleitores na Escola Municipal Osvaldo Cruz, localizada no Centro da Capital, em frente ao Mercado Municipal. A chuva molhou parte da escadaria principal, dificultando o acesso de gestantes e idosos. Para Rosineide Resende, 45 anos, que sofre de artrose, os degraus molhados poderiam causar acidentes. Ela e outros eleitores no local afirmaram que mulheres grávidas tiveram dificuldades para subir, pois o piso estava muito escorregadio. Outra reclamação foi a falta de avisos de estacionamento.