Política

DISCURSO DA VITÓRIA

Nova presidente promete estender a mão para oposição

Nova presidente promete estender a mão para oposição

Redação

01/11/2010 - 01h40
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A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, destacou no primeiro discurso como nova mandatária do Palácio do Planalto, que em seu futuro governo estenderá a mão para a oposição, destacando que, da sua parte, não haverá discriminação contra políticos ou governos de siglas que não sejam aliadas. "Estendo minha mão a eles. Da minha parte, não haverá discriminação, privilégios ou compadrios", garantiu.

Em tom conciliatório, após um segundo turno inflamado, a petista afirmou que pretende honrar os compromissos estabelecidos nos governos anteriores, dando continuidade às conquistas alcançadas no Brasil. A petista ressaltou que a meta mais ambiciosa de seu futuro governo será erradicar a fome no País. "Reforço o meu compromisso: a erradicação da miséria e a criação de oportunidade para todos os brasileiros e brasileiras", afirmou.

Nos 25 minutos de discurso, a candidata destacou que os brasileiros não podem descansar enquanto houver fome e o crack "reinar" no Brasil. "A erradicação da miséria é uma meta que assumo, mas que peço humildemente o apoio de todos", afirmou. Ao lado de seu vice, deputado federal Michel Temer (PMDB), a presidente eleita reconheceu que ambos terão um "duro trabalho" para qualificar o desenvolvimento econômico do País. A petista destacou que a crise financeira mundial ainda se perpetua nas economias desenvolvidas e que o Brasil não conta atualmente com a ajuda "da pujança das nações desenvolvidas". "É preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que ainda enfrenta os desafios de uma crise financeira mundial", afirmou. "Eu estou longe de dizer com isso que pretendemos fechar o País ao mundo, muito pelo contrário", ponderou.

A petista destacou ainda que pretende enfrentar a guerra cambial e a inflação e defendeu a criação, no plano multilateral, de regras que evitem a alavancagem e a disputa excessiva entre os países. "Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais", garantiu a petista e, em seguida, prometeu fazer todos os esforços pela "melhoria dos gastos públicos" e pela "simplificação da tributação". Mas, ponderou: "Recusamos as visões de ajustes que recaem sobre programas sociais, serviços fundamentais e sobre os investimentos que sejam bons para o Brasil".

Dilma Rousseff prometeu também zelar em seu futuro governo pela poupança pública, pela meritocracia na gestão pública e pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos públicos. "Construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico", garantiu.

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