Política

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Campanha de petista custou 115% mais do que a de Moka

Campanha de petista custou 115% mais do que a de Moka

Redação

04/11/2010 - 04h15
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 O senador Delcídio do Amaral (PT) teve a campanha mais cara dentre os cinco candidatos para o Senado. Ele investiu R$ 5.986.567,67 na campanha, mais que o dobro gasto pelo deputado federal Waldemir Moka (PMDB), que conquistou a segunda vaga. O peemedebista despendeu R$ 2.776.820,66. O vice-governador Murilo Zauith (DEM) gastou R$ 905.585,00 e Jorge Batista (PSOL) recebeu doação de R$ 380. Até o final da tarde de ontem, a prestação de contas do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) ainda não estava disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Murilo Zauith desembolsou R$ 150.335,00 do próprio bolso para investir na campanha, mas não conseguiu se eleger. Os principais doadores do democrata foram o governador André Puccinelli (PMDB), que repassou R$ 400 mil; o Banco Rural, R$ 50 mil; o Banco Sicredi, R$ 20 mil; Auto Peças Rocket Ltda, R$ 39 mil; Demamann, R$ 70 mil; Delgado e Mantelli, R$ 50 mil; Susumu Fuziy, R$ 40 mil; e Nelcy Chaia, R$ 31 mil.

Dagoberto não conseguiu terminar a prestação de contas dentro do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral, encerrado na última terça-feira (2), às 19h. Ele tentará conseguir novo prazo para entregar os dados. O único doador da campanha de Jorge Batista foi Marcos Valdevino. Os votos do socialista foram anulados pela Justiça Eleitoral porque o partido não apresentou um nome para susbtituir o primeiro suplente, que teve o registro impugnado.

As maiores doações para a campanha à reeleição de Delcídio do Amaral partiram de empreiteiras e usinas. Da Camargo Corrêa foram R$ 500 mil, assim como do empresário Eike Batista. A UTC Engenharia também doou R$ 500 mil, e ainda R$ 300 mil do Itau Unibanco; R$ 330 mil da Equipe Engenharia; R$ 250 mil da Lages Bioenergética; R$ 200 mil da LDC Sev Bioenergia; R$ 140 da Transportes Dalcoquio, R$ 250 mil da Treviso Empreendimentos; R$ 100 mil da Engepar; e R$ 100 mil da Gerdau.

À campanha de Waldemir Moka, os maiores doadores foram a ADM Engenharia, a Telemont Engenharia de Telecomunicações e a Cosan Açúcar e Álcool, com R$ 300 mil cada uma. Também abasteceram a eleição do deputado federal ao Senado, com R$ 250 mil, o governador André Puccinelli (PMDB), com R$ 200 mil, a Bigolin Material de Construções, e com R$ 150 mil o Banco Rural.

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