Derrotados nas urnas, mesmo com despesas consideráveis, deputados estaduais reconhecem erro na estratégia de campanha. Depois de conversar com colegas vitoriosos, Amarildo Cruz (PT) concluiu ter começado cedo demais a corrida atrás de votos, o que onerou sua campanha. Professor Rinaldo (PSDB) observou ter investido em muitos municípios, mas sem atingir a meta na maioria deles.
“A 90 dias do pleito, já tinha cabos eleitorais nas ruas, se tivesse deixado para contratar a equipe na reta final, com o mesmo dinheiro, teria no mínimo o triplo de pessoas trabalhando para mim nas vésperas da eleição”, comentou Amarildo. Segundo o petista, “a maioria dos candidatos” deixou para acionar os cabos eleitorais a 20 dias do pleito.
A estratégia conta com a memória curta do eleitor, ou seja, ao receber uma proposta de trabalho, independentemente do tempo de atuação, ele acaba votando no candidato que o contratou.
Rinaldo, por sua vez, entendeu ter onerado sua campanha ao atuar em 50 municípios, aos quais destinou verbas de emendas parlamentares. “Em Campo Grande, o projeto era fazer 20 mil votos, mas só consegui 14.625”, exemplificou. “Talvez, se tivesse focado em menos locais, teria conquistado mais votos”, completou. (LK)
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