Para garantir o comando do DEM, presidido pelo deputado federal Rodrigo Maia (RJ), o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab defendia a fusão do partido com PMDB ou PP. Mas, aconselhado pelo ex-senador Jorge Bornhausen, ele aceitou engavetar em até três meses esse projeto.
Num almoço na casa de Kassab, prevaleceu o argumento de que mais vale o comando de um partido pronto do que ser incorporado por outra sigla. E que, mesmo para coordenar um processo de fusão, é preciso estar à frente do partido.
O grupo fixou a meta à convocação de eleições internas. A convocação das eleições dependerá, no entanto, da Executiva do partido. Bornhausen já defendeu publicamente a concentração de poder na mão de Kassab. Ele não descarta a hipótese de fusão com PMDB e PP. "Não refugo nada." Segundo democratas, o prefeito de São Paulo duvida da recuperação do DEM e aposta na fusão.
Desde a semana passada, Kassab consulta aliados sobre a hipótese de filiação ao PMDB, que poderia ser rebatizado de MDB.
A filiação do prefeito ao PMDB de São Paulo seria um passaporte para que viesse a concorrer ao governo do Estado em 2014. Ele poderia até contar com o apoio do PT, que sonha com o fim da hegemonia tucana.