Política

ELEIÇÕES

Campanhas de Dilma e Serra devem deixar dívidas de R$ 10 milhões

Campanhas de Dilma e Serra devem deixar dívidas de R$ 10 milhões

Redação

18/11/2010 - 08h48
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As campanhas da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e do candidato derrotado José Serra (PSDB) deverão deixar dívidas de R$ 10 milhões cada uma para seus respectivos partidos, segundo integrantes que comandaram as duas candidaturas.

De acordo com dirigentes ouvidos pela Folha, nenhuma das campanhas conseguirá fechar zerada até o dia 30, prazo para quem disputou o segundo turno prestar contas à Justiça Eleitoral.

No caso da petista, há dez dias seus auxiliares trabalham para reduzir o deficit de cerca de R$ 25 milhões a um patamar similar ao deixado pelo presidente Lula em 2006 --R$ 10 milhões.

Segundo petistas, há casos de doadores que prometeram complementar repasses, e de outros que surgiriam após o sucesso nas urnas.

A estimativa de gastos da campanha é de R$ 170 milhões, sendo R$ 10 milhões do PMDB. O teto era de R$ 191 milhões. O maior volume de despesas pendentes é com material gráfico.

O tesoureiro da campanha, José Filippi Jr., enviou cartas a potenciais doadores. Mas, caso não consiga saldar as contas, o PT pretende utilizar mecanismo similar ao adotado em 2006, ou seja, assumirá a dívida da campanha --até hoje a sigla paga débitos da reeleição de Lula.

A "transferência" da dívida é exigência da Justiça Eleitoral porque o CNPJ de campanha é cancelado.

Já a campanha de Serra deverá fechar com deficit "pouco abaixo de R$ 10 milhões", segundo um dirigente tucano. Se confirmado, o partido herdará o prejuízo. Em 2006, as contas do então candidato Geraldo Alckmin terminaram com deficit de R$ 19,5 milhões --valor já quitado.

A avaliação no comando tucano é que, eleito governador de São Paulo, será o próprio Alckmin quem ajudará a sanar as dívidas desta vez. A expectativa recai sobre empreiteiras interessadas em obras no governo paulista e nos demais Estados que serão administrados pela sigla.

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