Política

SECRETARIADO

André diz que não cederá à pressão de aliados por espaço

André diz que não cederá à pressão de aliados por espaço

Redação

23/11/2010 - 00h00
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O governador André Puccinelli (PMDB) não irá ceder à pressão dos aliados para abrir mais espaço em seu segundo mandato. Ontem, ele revelou que só fará uma alteração no primeiro escalão, porém não deu pistas sobre o nome do novo secretário. Umas das possibilidades é substituir o chefe da Secretaria de Obras ou de Habitação.

Recentemente, Puccinelli defendeu o cumprimento de pelo menos parte do mandato de Edson Giroto (PR), eleito deputado federal com índice recorde de votos e de Carlos Marun (PMDB), reeleito deputado estadual. Desde 1996, quando Puccinelli assumiu a Prefeitura de Campo Grande, os dois fazem parte do primeiro escalão da administração. Hoje, Giroto comanda a Secretaria de Obras e Marun a de Habitação.

Indagado sobre a mudança que pretende fazer no primeiro escalão, o governador afirmou que “ainda não ia dizer” e nem sequer falou se o comandante da pasta a ser alterada será homem ou mulher. Na semana passada, ele prometeu anunciar a equipe até o Natal.

Enquanto Puccinelli não oficializa o nome dos secretários, segue a pressão dos partidos aliados por mais espaço. O PSDB quer recuperar a vaga de secretário-adjunto de Meio Ambiente, ocupada até o início do ano, por Márcio Monteiro (PSDB), eleito deputado estadual. O PPS, por sua vez, sonha com o comando de uma secretaria e com a criação de uma coordenadoria para “aprofundar o diálogo do governo com a sociedade”. Enquanto isso, o nanico PT do B almeja espaço no segundo e terceiro escalões.

Na visão de Puccinelli, os partidos devem manter a mesma participação no governo, pois não “aumentaram seu tamanho na eleição”. Hoje, os tucanos têm cinco representantes na Assembleia Legislativa, mas, a partir de 2011, só serão três deputados estaduais. O PPS seguirá com um representante. Já o PT do B elegeu um parlamentar a mais, aumentando para duas cadeiras no Poder Legislativo.

Cargos federais
Sobre o comando das autarquias federais em Mato Grosso do Sul, o governador declarou não estar “atrás de cargos”. Segundo ele, a chefia de nenhum órgão ocorreu por sua indicação. Como exemplo, Puccinelli citou os superintendentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Departamento Nacional de Transporte (Dnit) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). “O comando da PRF é indicação do Delcídio (senador Delcídio do Amaral/PT); do Incra, do Valter Pereira (senador) e do Dnit, do PR”, elencou. Hoje, o ex-governador Marcelo Miranda (PR) está na chefia do Dnit, Valter Favaro comanda a PRF e o Incra está sob chefia de Manuel Furtado Neves.

Recentemente, lideranças dos partidos que apoiaram a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) reivindicaram o comando dos órgãos federais em Mato Grosso do Sul. Segundo eles, os superintendentes do Dnit e PRF, por exemplo, pediram votos ao candidato tucano, José Serra. Eles defendem que a chefia das autarquias devem ficar para quem ajudou Dilma.

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