Política

OPERAÇÃO URAGANO

Câmara ouve testemunhas de defesa a portas fechadas

Câmara ouve testemunhas de defesa a portas fechadas

Redação

25/11/2010 - 00h00
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A Comissão Processante (CP) instalada pela Câmara Municipal de Dourados com o objetivo de cassar o mandato do vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR) com base na Operação Uragano da Polícia Federal marcou para as 13h de hoje a audiência para ouvir as testemunhas que foram arroladas pela defesa.

De acordo com a direção da Câmara, os depoimentos serão feitos a portas fechadas, porque as investigações da Operação Uragano correm em segredo de justiça. Apenas os advogados e os integrantes da CP terão acesso ao local.

Cantor que está preso na Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa (PHAC) e foi afastado do cargo pelo Tribunal de Justiça (TJ-MS) indicou oito testemunhas, entre elas o jornalista Eleandro Passaia, responsável pelas denúncias que levaram 29 pessoas para a cadeia e deram origem à operação policial.

De acordo com assessoria jurídica da Câmara, cinco testemunhas foram notificadas pessoalmente em Dourados e uma em São Paulo, por meio de uma carta registrada. Passaia e o ex-secretário municipal de Governo Darci Caldo até o final da tarde de ontem ainda não tinham sido encontrados, fato que, conforme o jurídico da Câmara já foi comunicado aos advogados de Cantor.

 Reação
Eleandro Passaia confirmou ao Correio do Estado que não foi notificado. Ele disse que está "longe de Dourados", mas por questões de segurança pessoal não revelou seu paradeiro. "Eles (da Câmara) tem o meu e-mail, poderiam ter me comunicado, porque não fizeram isso?", indagou o jornalista.

Ele afirmou, no entanto, que não negaria a prestar esclarecimentos à Comissão Processante, mas garantiu que jamais defenderia o vice-prefeito. "Eu só vou ao depoimento se for para confirmar que ele é corrupto e desviou dinheiro. Não sou (testemunha) de defesa coisa nenhuma. E ponto", finalizou Passaia.

O presidente da Comissão Processante, vereador Walter Hora (PPS), afirmou que depois das oitivas das testemunhas a defesa do vice-prefeito terá cinco dias para apresentar as alegações finais. "Depois disso nós iremos concluir o relatório e encaminhar para votação em plenário", afirmou Hora.

 Testemunhas do prefeito
Amanhã será a vez de a Comissão Processante que investiga o prefeito afastado Ari Artuzi, também com base na Operação Uragano, ouvir as testemunhas de defesa. A audiência está marcada para as 8h.

Artuzi apresentou uma lista com dez testemunhas, mas, de acordo com a assessoria jurídica do legislativo, seus advogados não apresentaram os endereços delas, com isso a defesa é que ficará responsável por comunicá-las sobre o local e horário dos depoimentos.

As comissões processantes que investigam Artuzi e Cantor esperam que todos os trabalhos estejam concluídos no início de dezembro, para que relatórios sejam votados em plenário. Para que eles sejam cassados são necessários no mínimo oito dos 12 votos favoráveis.

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