O Governo do Estado desistiu de desmembrar a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur). A ideia inicial era separar os setores de indústria, comércio e turismo do agronegócio. "As solicitações que existiam para que houvesse o desmembramento deixaram de existir", argumentou o governador André Puccinelli (PMDB), ontem pela manhã, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.
O governador não quis revelar os motivos para manter a Seprotur com a atual abrangência. "São de âmbito interno. Têm coisas que não se deve falar", comentou. Até então, ele argumentava que a pasta tomou grandes dimensões e têm muitas responsabilidades.
O governador negou que a pressão por cargos estaria entre "as demandas que deixaram de existir". "Não, absolutamente, ao contrário", disse.
Pressão
A divisão da pasta, hoje comandada por Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (PSDB), abriria vaga no primeiro escalão para acomodar algum aliado político ou, ainda, a vice-governadora eleita Simone Tebet (PMDB). O governador foi pressionado a ampliar o espaço dos aliados no Governo, mas não cedeu. Disse que as alterações no primeiro escalão se restringiriam à Secretaria de Obras e admitiu a possibilidade de incluir um novo nome se confirmasse a criação de outra secretaria, a partir do desmembramento da Seprotur.
Puccinelli chegou a convidar Simone a integrar a administração estadual, mas ela recusou. "Eu disse pra Simone o seguinte: você quer exercer a função de secretária? Aí estudaríamos. ‘Não, não há necessidade disso’, ela respondeu", contou o governador.
Ele disse que Simone tem qualificações para exercer "três ou quatro postos importantes", mas ela não quis. "Ela pediu para exercer a função de vice com a mesma estrutura que o Murilo (Zauith) tem".