Política

POLÊMICA

Aperto fiscal de Dilma provoca controvérsia

Aperto fiscal de Dilma provoca controvérsia

Redação

25/12/2010 - 10h57
Notícia sem imagem

A presidente eleita, Dilma Rousseff, começará seu governo cortando a previsão de gastos, mas sem muita pressa. "Vai ter de contingenciar, com certeza", disse ao jornal O Estado de S. Paulo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, referindo-se ao Orçamento Geral da União de 2011, aprovado na noite de quarta-feira pelo Congresso Nacional. Ele evitou, porém, confirmar se será algo na casa dos R$ 20 bilhões, como se especula. "Pode ser, mas vai depender da arrecadação de janeiro e fevereiro", disse. "O decreto (com o contingenciamento) só sai em março."

Apesar do discurso da equipe econômica de Dilma pregando a contenção de gastos, a real disposição da futura presidente em apertar o cinto causa controvérsia entre os economistas. Eles até acreditam em alguma austeridade em 2011, mas ninguém garante que a tendência será essa para os anos seguintes. "A nossa expectativa é que o ajuste fiscal verdadeiro ficará apenas no papel", afirmou o economista Sérgio Vale, da MB Associados.

Em 2003, início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil enfrentava uma crise de confiança e por isso foi necessário fazer um ajuste duro logo no início do ano. Os cortes foram lineares, ou seja, atingiram todos os programas de forma igual.

Dilma assume num quadro bem mais favorável, e os cortes agora não podem mais ser lineares, porque é necessário preservar os programas sociais que a elegeram e os investimentos em infraestrutura. "Isso exige um corte fiscal mais bem pensado e profundo em outros setores." Porém, com um ministério eminentemente político, ela terá dificuldade em eleger os setores a serem sacrificados. "Mais ainda, a equipe econômica que foi montada está longe de ser campeã em ajuste fiscal", observa. O mesmo ceticismo é exibido por Fernando Montero, economista-chefe da corretora Convenção: "Só acredito vendo."

Há, porém, os que avaliam que Dilma apertará o cinto não por convicção, como ela própria deixou claro durante a campanha, mas por necessidade. "O ajuste fiscal vai se impor", aposta Flávio Castelo Branco, gerente-executivo do núcleo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Como Dilma quer que os juros caiam, ela terá de cortar despesas para ajudar o BC a controlar a inflação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

articulação

Rogério Marinho diz que vai procurar Lula e STF se for eleito presidente do Senado

Senador disse que é possível fazer uma agenda comum entre os Três Poderes

06/11/2026 19h00

Senador Rogério Marinho

Senador Rogério Marinho Foto: Ton Molina/Agência Senado

Continue Lendo...

crise

Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña por unanimidade

Presidente tinha renunciado na quinta, após escalada da crise financeira e política provocada pelo colapso do Ueno Bank

06/11/2026 18h38

Santiago Peña

Santiago Peña Foto: Reprodução / X

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).