Política

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PMDB promete se engajar na candidatura de petista

PMDB promete se engajar na candidatura de petista

Redação

12/01/2011 - 00h00
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Depois de uma conversa com os interlocutores políticos do governo Dilma Rousseff, o PMDB fez um gesto público para mostrar compromisso com a candidatura do deputado Marco Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara. Com a relação entre os dois partidos abalada desde a crise pela distribuição de cargos no segundo escalão do governo, a presença do vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, e do líder da bancada na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em encontro ontem com Marco Maia e o comando da campanha foi interpretada pelos petistas como o “engajamento do partido” na eleição.

“Hoje foi selada a paz para a eleição de Marco Maia”, anunciou o futuro líder do PT, Paulo Teixeira (SP).

Após o encontro de Michel Temer e Henrique Alves com os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais), no Palácio do Planalto, Henrique Alves não fez reclamações de cargos, ao contrário da última reunião com o petista, e afirmou que o PMDB está na campanha do PT.

O líder peemedebista reduziu as ameaças e as queixas que ele mesmo havia feito na semana em que teve seus indicados políticos substituídos no Ministério da Saúde pelo ministro petista, Alexandre Padilha, para dizer que os deputados da bancada não causarão problemas. “É natural que tenha insatisfação, mas não tem nada que seja irreversível”, disse.
O PMDB prometeu, segundo contou Paulo Teixeira, abortar a formação de um bloco parlamentar do partido com outras legendas da base (PP, PR, PTB e PSC). Esse blocão poderia chegar a 202 deputados, minando a força do PT - partido que elegeu a maior bancada com 88 deputados - e dificultando as negociações futuras da presidente Dilma Rousseff com a Câmara.

Na reunião de ontem, peemedebistas e petistas fizeram uma checagem de nome por nome da bancada peemedebista para identificar possíveis dissidentes na eleição para a Câmara no dia 1º de fevereiro. Também montaram uma agenda de reuniões de Maia com deputados nos Estados. As primeiras serão no Paraná e em Santa Catarina, Estados governados por partidos de oposição, PSDB e DEM, respectivamente, na quinta-feira.

Os dois partidos anunciaram apoio a Maia, depois que o petista prometeu cumprir a proporcionalidade para a distribuição dos cargos na Mesa. Por essa regra, os cargos são ocupados pelos partidos de acordo com o tamanho da bancada. O PSDB, por exemplo, poderá ficar com a primeira vice-presidência ou a primeira-secretaria, dependendo da escolha do PMDB, segundo maior partido na Câmara. Depois do Paraná e de Santa Catarina, virão encontros no Rio de Janeiro e na Bahia. No dia 20, será a vez do Rio Grande do Sul.

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